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Santa Catarina tem recorde de emprego, mas enfrenta o desafio da alta dos aluguéis

Estado registra a menor taxa de desemprego do país, impulsionando a economia, mas o aquecimento do mercado imobiliário pressiona o custo de vida e acende um alerta para a inflação. .

Atualizado em 18/08/2025 às 15:08, por Leandro Schmitz.

Santa Catarina atingiu um marco histórico no mercado de trabalho, registrando a menor taxa de desemprego do país, com apenas 2,2% no segundo trimestre de 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgados pelo IBGE.

Este é o menor índice desde o início da série histórica em 2012, consolidando o estado como um polo de geração de oportunidades em um cenário nacional também positivo, que viu a taxa de desemprego cair para 5,8%, a mais baixa em 13 anos.

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O bom momento catarinense se reflete em diversos indicadores. O estado não só gera mais empregos formais, mas também possui a menor taxa de informalidade do Brasil, com 24,7% contra a média nacional de 37,8%. Setores como informação e comunicação, transporte e comércio são os que mais impulsionam a criação de vagas.

No entanto, a pujança econômica que atrai novos moradores e investidores para o estado traz consigo um efeito colateral que pesa no bolso do cidadão: a escalada dos preços dos aluguéis. O aquecimento do mercado de trabalho e a forte demanda por moradia, especialmente no litoral, criaram um cenário de pressão inflacionária no setor imobiliário.

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O Outro Lado da Moeda: A Inflação do Aluguel

Enquanto os números de emprego são motivo de celebração, o custo de vida, impulsionado pelo aluguel, preocupa. Em Santa Catarina, a valorização dos aluguéis residenciais tem superado a média nacional. No primeiro semestre de 2025, enquanto a média brasileira de aumento foi de 5,66%, Florianópolis viu os preços subirem 6,68%.  A capital catarinense figura entre as mais caras do país para se alugar, com o metro quadrado custando em média R$ 58,31.

Em Balneário Camboriú, que consistentemente lidera o ranking do metro quadrado mais caro do país para compra de imóveis, fenômeno que reverbera diretamente nos valores de locação. A valorização imobiliária anual na cidade chegou a 11,2%, muito acima da média nacional de 4,8%.

Em Joinville a situação é ainda mais preocupante. Segundo dados da FipeZap, a alta anual dos aluguéis na maior cidade catarinense chegou a 18,46%.

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Especialistas apontam que a forte demanda, alimentada pela qualidade de vida e pelas oportunidades de emprego, somada à escassez de terrenos em áreas nobres, cria uma pressão constante sobre os preços. Este movimento faz com que o aumento do aluguel supere com folga os índices de inflação oficiais, como o IPCA. 


Leandro Schmitz

Com formação em Jornalismo pelo Ielusc, MBA em Marketing e Comunicação Integrada pela Aupex, já atuou em diversos veículos de comunicação, como Rádio Mais FM (Hoje Nativa FM), Rádio Udesc FM, Jornal Notícias do Dia e Folha Metropolitana. Foi vencedor do Prêmio Jornalismo Unimed 2010, vencedor do Prêmio Celesc de Jornalismo (2025) e finalista do Prêmio Fenabrave Jornalismo (2013). Tem experiência em todas as plataformas: rádio, jornal, internet, vídeo. No setor público já atuou na gestão de comunicação de pastas e assessoria na Câmara de Vereadores. Hoje também é servidor público concursado do município.