OPINIÃO: Ecos da Estância, a ficção que escancara o que a sociedade insiste em esconder
Artigo que fala do lançamento do livro provocador de Isabella Correa, professora e servidora pública de Joinville. .
Há livros que contam histórias. Ecos da Estância faz outra coisa: ele cutuca feridas que muitos preferem manter escondidas. Disfarçado de romance histórico, o livro expõe a estrutura sufocante de uma sociedade que exige silêncio das mulheres, obediência das famílias e aparência de perfeição — mesmo que, por trás disso, haja dor, opressão e abandono.
Elizabete atravessa séculos, mas não atravessa privilégios. A violência simbólica que atingia uma prenda no século XIX continua viva em pleno 2025 — só mudou de roupa. Hoje, o julgamento vem pelos corredores da escola, pelas redes sociais, pelas conversas sussurradas. E é esse espelho incômodo que o livro entrega ao leitor sem pedir desculpas. As músicas do projeto — milongas, vaneiras, valsas e zambas — não são trilha sonora: são desabafo. São gritos poéticos contra um moralismo hipócrita que ainda decide quem merece amor, respeito ou perdão.
Cada canção denuncia aquilo que muita gente tenta calar: o quanto ainda esperamos que mulheres suportem tudo em silêncio, sorrindo para não incomodar. Ecos da Estância é ficção, sim — mas construída sobre verdades que todos reconhecem e poucos têm coragem de admitir. É por isso que incomoda. É por isso que precisa ser lido. E é por isso que está tocando tanta gente.
Se você tem coragem de encarar sua própria história, suas próprias feridas e o espelho social que o livro levanta, entre. Mas entre sabendo: depois de Ecos da Estância, fica impossível olhar o mundo do mesmo jeito.
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