MENTALIDADE CONSCIENTE: O Despertar para o sentido da vida
Na coluna desta semana, uma análise sobre os sinais e o que acontece quando despertamos para o verdadeiro sentido da vida. .
Para escrever essa coluna, tenho feito inúmeras pesquisas, assistido vídeos, lido livros de autores espiritualistas e isso tem enriquecido meu intelecto e confortado meu espírito que ainda permanece no processo da NOITE ESCURA DA ALMA. Aliás, foi essa situação que me motivou a escrever essa coluna semanal, mas os assuntos são tantos, tão profundos e necessários que uma vez por semana é pouco, mas o objetivo não é catequisar o leitor. É apenas provocá-lo a sentir o desejo da busca pelo autoconhecimento para ter uma mentalidade consciente que eleve a sua frequência vibratória. Há muitos canais de vídeos no Youtube e uma vasta literatura de abordagem sobre o tema da condição humana e sua espiritualidade em tempos tão inóspitos.
O despertar da consciência aflora o nosso verdadeiro propósito. É óbvio que não estamos aqui a passeio e nossa trajetória de vida é um processo de acúmulo e de experiências para embasar a compreensão do sentido da vida quando estivermos prontos para entender. Geralmente esse entendimento é oriundo de choques que levam nossa alma a um inverno no deserto. Sim, espiritualmente isso é possível. Todo despertar tende a passar pela noite escura da alma, onde vamos nos deparar e enfrentar as nossas sombras.
Antes do sol nascer, há o crepúsculo, o momento de maior escuridão. Ao compreendermos e nos libertarmos da soberba do ego; ao nos religarmos com a frequência do amor; modificamos nossas atitudes, corrigindo nossas imperfeições. Assim, como discípulos, estaremos prontos para receber o MESTRE. A orientação espiritual correta surge, é compreendida e aplicada, porque estamos preparados para recebê-la e entendê-la. Afinal, descobrimos que a SABEDORIA sempre esteve dentro de nós.
Sócrates, o filósofo grego, tinha como método, a MAIÊUTICA para “dar à luz” ao conhecimento existente no íntimo de cada ser humano. Fazia isso com maestria, através do diálogo com perguntas e respostas, levando o interlocutor a descobrir verdades latentes em seu espírito de múltiplas vidas. Ele se via como um “parteiro” de ideias, não como um detentor de saber.
O despertar de uma nova consciência para compreender o sentido da vida passa por esse parto: um renascer. Jesus toca nesse assunto em seu dialogo bíblico com Nicodemos, ensinando que para entrar no Reino de Deus, é necessário nascer de novo. Não um nascimento físico, mas um renascimento espiritual oriundo de um processo de parto, que é dolorido e sofrido. Portanto, a analogia é possível e a interpretação que faço não é dogmática, porque é do apóstolo Paulo a afirmativa sobre o amor ter importância maior do que a fé. “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, esses três, mas o maior destes é o AMOR”, 1 Coríntios 13:13.
Lucia Helena Galvão, filósofa maravilhosa do canal Nova Acrópole Brasil no Youtube foi entrevistada para falar sobre o que acontece quando você desperta para o sentido da vida. Recomendo que todos assistam ao vídeo: O que acontece quando você desperta para o sentido da vida. De qualquer modo, vou transcrever as partes que considero mais significativas e pertinentes com minha contribuição pessoal.
O terreno metafísico da vida
A expansão da consciência é oriunda de um processo de DESPERTAR espiritual, seja através de um choque pessoal que faça você acordar da Matrix, seja por compreensão avançada e consciente do propósito em nossa vida. Dizem que é um momento onde o ser humano esgota a mera sobrevivência como sentido de vida. Ele começa a se interessar por algo mais sutil, mais profundo, mais espiritual, querendo entender a razão de estarmos aqui.
No início, há inquietudes. Nos sentimos incomodados e passamos a não agir mais mecanicamente. Buscamos entender os porquês e o sentido das caminhadas nesse belo planeta azul. Afloram valores e objetivos humanistas e a vida começa a ganhar sentido metafísico. Cada um tem o seu tempo de maturação. Cabe-nos fazer provocações, como essa Coluna, para auxiliar no despertar da consciência e nos integramos juntos na mudança que enseja.
Perguntas e reflexões passam a tomar conta de nós. O que que eu vim fazer no mundo? O que que eu vou acrescentar nesse tempo que eu ainda tenho? Quero deixar algo que beneficie as pessoas? Não sabemos o tempo que temos, portanto, nada melhor do que começar já a mudar nossa PRAXIS para deixarmos com o nosso exemplo, o mundo um pouquinho melhor e assim, lapidarmos a obra prima de nossa vida, nosso produto final, nosso legado.
Devemos romper com a visão materialista predominante que coloca o conforto material como único propósito de vida. Não podemos ser reféns do egoísmo. Inclusive, as corporações precisam perceber que o capital humano é sua principal riqueza e a força de trabalho idealista, que busca ideal em tudo o que faz, deve ser motorizada pelo recrutamento profissional. Afinal, eles se entregam por inteiro porque essa é sua filosofia de vida, por isso, merecem reconhecimento e valorização.
Não estamos aqui simplesmente para conquistar fortuna ou projeção social. Isso é passageiro. Precisamos aproveitar o tempo para burilar nossas virtudes e nos libertar de nossas imperfeições. Nosso principal trabalho é a construção de nós mesmos como um novo ser. Isso é uma filosofia de vida idealista.
Por isso, o autoconhecimento é tão importante no processo de nos tornar seres humanos melhores, com frequência vibratória elevada e preparados para a transição planetária que está em curso, selecionando o “joio do trigo”.

Carlos Castro
Carlos Castro cursou Jornalismo no Ielusc, tem forte formação sindical e já trabalhou em diversas emissoras de rádio de SC. Liderou movimentos sociais, partidários e hoje é colunista do Chuville Notícias. Sua coluna semanal "Mentalidade Consciente" traz reflexões fundamentadas que servem de inspiração para a sociedade frenética atual. Contato: castrorevival@gmail.com










