Lula anuncia linha de crédito e outras medidas para reduzir impactos do tarifaço
Investimento de R$ 30 bilhões foi anunciado no fim da manhã de hoje (13) e pretende socorrer as empresas exportadoras que foram impactadas pela tarifa de 50% imposta pelo governo norte-americano. .
O governo federal, em resposta às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou no fim da manhã desta quarta-feira (13), um plano de socorro para empresas brasileiras, com uma linha de crédito de R$ 30 bilhões. A medida provisória, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pretende reduzir os impactos do “tarifaço” de 50% que afeta diversos setores da economia nacional, incluindo a joinvilense.
A cerimônia de anúncio contou com a presença de ministros e empresários uma semana após a vigência das nnovas tarifas. Além da linha de crédito, o pacote de contingência inclui outras ações, como a possibilidade de compras governamentais de alimentos perecíveis e a prorrogação no prazo de pagamento de impostos.
Em contrapartida, as empresas que optarem por esta linha de crédito terão de manter os empregos.
O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que as medidas foram planejadas para ajudar principalmente as pequenas e médias empresas, que têm menor poder de resistência. Os setores mais afetados pelas tarifas incluem café, carne bovina, frutas, móveis e têxteis. O presidente Lula afirmou que o Brasil buscará novos mercados para os produtos prejudicados e que “ninguém larga a mão de ninguém” nesse momento.
O governo americano, por sua vez, justificou a medida alegando “segurança nacional” e desequilíbrios comerciais, mas o governo brasileiro a considera injusta e sem justificativa. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, adiantou que o pacote será custeado por crédito extraordinário e será contabilizado na meta fiscal.
As tarifas de 50% foram decretadas em 30 de julho e deixaram de fora 694 itens, como aviões da Embraer, suco de laranja e petróleo. Apesar disso, o impacto nas exportações e na economia brasileira já se faz sentir, com relatos de empresas suspendendo produção e concedendo férias coletivas.
Em Joinville, as empresas ainda não falam em demissão, mas acompanham os desdobramentos por meio de suas entidades representativas, como Acij, conforme adiantou o Chuville Notícias em outra reportagem.

Redação
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