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"Joinville também é negra": Movimento Maria Laura celebra 10 anos com lançamento de Cypher histórica

Faixa reúne rappers de diferentes gerações e denuncia o racismo no norte catarinense; agenda comemorativa de 2025 incluiu exposições, jornadas educativas e eventos culturais.

A fotografia mostra um grupo de dez pessoas (oito homens e duas mulheres aparentes) posando para uma foto coletiva em um ambiente interno. O grupo transmite uma atmosfera de união e celebração.
Foto: Divulgação

Para marcar uma década de resistência e organização política no norte de Santa Catarina, o Movimento Negro Maria Laura (MNML) lançou oficialmente a Cypher "Joinville também é negra". A produção musical é o carro-chefe da agenda comemorativa de 10 anos da entidade, fundada em 2015, e serve como um manifesto sonoro contra a invisibilidade da população negra na região.

A faixa aposta na união de diferentes gerações e "quebradas" da cidade, utilizando a estrutura de Cypher — prática da cultura Hip-Hop onde vários MCs se reúnem para rimar sobre um tema comum, priorizando o pensamento crítico.

Um grito de resistência e denúncia

Com produção musical assinada por West Naza, a música conta com as vozes de Nego Bala 27, Japonegra, Two’Paco, Karolli MC, Ismit e Jô Rosa.

A letra da composição equilibra denúncia e exaltação. Por um lado, os versos tecem duras críticas à violência policial, ao machismo, à segregação e ao racismo estrutural. O contexto é urgente: a obra confronta diretamente o crescimento de discursos de supremacia branca e o preocupante número de células neonazistas identificadas no estado de Santa Catarina.

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Por outro lado, a música celebra a ancestralidade e a potência da comunidade negra que resiste e constrói a história local, desafiando a narrativa de que o sul do país é exclusivamente europeu.

Produção Audiovisual

Além do áudio, disponível nas plataformas digitais como Spotify e Deezer, o projeto conta com um videoclipe oficial lançado no canal do YouTube do MNML. A direção audiovisual ficou a cargo das militantes Cássia Sant’anna e Leyse Akel, que traduziram em imagens a força do discurso dos rappers.

Agenda Celebrativa 2025

O lançamento da música comemora as ações ocorridas neste ano. Entre os destaques estão:

Exposição Interativa: Uma homenagem à vida e obra de Maria Laura Cardoso Eleotério, a matriarca que dá nome ao movimento.

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Jornada de Educação Antirracista: Focada na formação e debate público.

Uhuru: A tradicional Semana da Consciência Negra.

Sankofunk: Evento cultural que une ancestralidade e cultura urbana.

Uma década de atuação

Desde 2015, o Movimento Negro Maria Laura se consolidou como uma das principais frentes de luta antirracista em Joinville. A organização atua em diversos eixos, incluindo o Cursinho Popular Pré-vestibular Inserção (e o pré-pós), o Movimento Mais Universidade e frentes de auxílio psicológico para vítimas de racismo.

Ao afirmar que "Joinville também é negra", o movimento reafirma seu compromisso com o legado de seus antepassados, garantindo que a história, a vida e a cultura negra continuem a pulsar em terras catarinenses.

Serviço:

Onde ouvir: Spotify, Deezer e YouTube (Canal do MNML).

Acompanhe o movimento: Redes sociais do Movimento Negro Maria Laura.

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Assista o clipe da Cypher na íntegra:

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