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CVJ aprova internação involutária com apoio da Guarda Municipal para a população em situação de rua

Sem o aval da família, a ação pode ocorrer por solicitação de servidor da área da saúde ou da assistência social em Joinville.

Atualizado em 16/12/2025 às 18:12, por Redação.

A imagem fotográfica mostra uma cena de intervenção social ou policial em uma estrada ou rua pavimentada, possivelmente no meio do dia, com luz natural.

Abordagem de pessoas em situação de rua em Chapecó. Método é usado como referência por parlamentares de Joinville – Foto: Prefeitura de Chapecó

A Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ) aprovou, na última semana, o projeto da Prefeitura que institui a Política Municipal para a População em Situação de Rua, com destaque para a regulamentação das internações involuntárias como instrumento de intervenção em casos considerados graves.

A proposta estabelece ações integradas entre as secretarias de Saúde, Assistência Social e Desenvolvimento Econômico, envolvendo acolhimento, atendimento em saúde, tratamento da dependência química, reinserção social e encaminhamento ao mercado de trabalho.

O texto define dois tipos de internação: a voluntária, realizada com o consentimento da pessoa, e a involuntária, aplicada sem consentimento, a pedido de familiar, responsável legal ou, na ausência destes, por servidor das áreas de saúde ou assistência social. A solicitação não pode ser feita por agentes da área de segurança pública.

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De acordo com o projeto, a internação involuntária somente poderá ocorrer após avaliação médica e formalização da decisão por profissional responsável. A medida deverá ser indicada com base no tipo e padrão de uso de substâncias e apenas quando ficar comprovada a impossibilidade de utilização dos recursos extrahospitalares da rede de atenção à saúde.

O período de internação involuntária fica restrito ao tempo necessário para a desintoxicação, com prazo máximo de 90 dias. A interrupção do tratamento poderá ser solicitada a qualquer momento pela família ou pelo representante legal do paciente, mediante avaliação médica.

Um substitutivo global aprovado em plenário incorporou emenda que inclui a Guarda Municipal nas equipes de abordagem social às pessoas em situação de rua.

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A aprovação da política ocorre em meio ao aumento da população em situação de rua em Joinville e em Santa Catarina. Relatório da Comissão Especial da CVJ aponta que, entre 2016 e 2023, o número de pessoas nessa condição no estado cresceu de 1.174 para 8.824. Em Joinville, 963 pessoas em situação de rua estão atualmente registradas no CadÚnico.

O projeto dialoga com o relatório final da Comissão Especial sobre Pessoas em Situação de Rua da CVJ, aprovado em maio, após três meses de investigações, audiências públicas e visitas técnicas. O documento recomenda a adoção de um modelo integrado inspirado no programa “Mão Amiga”, de Chapecó (SC).

Na apresentação do relatório, o presidente da comissão, vereador Pastor Ascendino Batista (PSD), afirmou que a sociedade cobra respostas ao problema e defendeu que a Prefeitura de Joinville considere as sugestões feitas pelos parlamentares.


Redação

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