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Comunidade reage a estudos para criação de parque nacional na região do Araçatuba-Quiriri

Moradores e produtores rurais temem desapropriações e criticam falta de diálogo do governo federal durante audiência em Joinville.

Atualizado em 16/12/2025 às 18:12, por Redação.

A imagem é uma fotografia tirada de dentro de um salão, registrando o momento de uma manifestação ou votação em uma reunião pública.

Manifestação dos presentes contra estudos de implantação de parque nacional – Foto Mauro Schlieck_CVJ

Moradores de áreas rurais de Joinville, Garuva, Campo Alegre e Guaratuba (PR) se posicionaram contra os estudos para a criação do Parque Nacional Campos do Araçatuba-Quiriri. A manifestação ocorreu na noite de segunda-feira (15), durante audiência da Comissão de Economia realizada em Pirabeiraba, em Joinville, e reuniu centenas de pessoas, em sua maioria produtores e pequenos empresários rurais.

Sem representantes do governo federal no encontro, os participantes relataram preocupação com possíveis desapropriações e afirmaram que as áreas ocupadas há gerações já são preservadas, tanto por práticas dos próprios moradores quanto pela legislação ambiental vigente, como a Área de Proteção Ambiental (APA) Serra Dona Francisca.

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Parlamentares municipais e estaduais presentes também criticaram os estudos conduzidos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e alegaram falta de informações oficiais. A audiência foi presidida pela vereadora Vanessa Venzke Falk (Novo), a pedido do vereador Wilian Tonezi (PL), que afirmou que a comunidade foi surpreendida pela proposta e não foi ouvida previamente.

Na semana anterior, uma comitiva de Joinville esteve em Brasília para tratar do tema com o ICMBio. Segundo o vereador Diego Machado (PSD), que integrou o grupo, não foram apresentados dados detalhados sobre a proposta, incluindo eventuais custos de desapropriação.

O secretário de Meio Ambiente de Joinville, Fabio Jovita, também se manifestou contra a criação do parque, defendendo que os produtores rurais já exercem papel relevante na conservação ambiental e devem manter o direito de uso de suas propriedades.

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Em nota à imprensa, o ICMBio informou que nenhuma área urbana ou comunidade consolidada está incluída no limite preliminar da proposta, que prevê um parque com cerca de 32,7 mil hectares de remanescentes contínuos de Mata Atlântica. O instituto afirmou ainda que deverá realizar uma audiência pública na região, entre fevereiro e março, para ouvir a população local.

Entidades que representam produtores e agroindústrias rurais também se posicionaram contra os estudos, citando possíveis impactos econômicos. Durante a audiência, apenas um participante se manifestou favoravelmente à criação do parque, defendendo o papel da unidade de conservação no enfrentamento das mudanças climáticas, mas sua fala foi interrompida por protestos do público.


Redação

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