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Brasil institui Dia Nacional de Luto às vítimas de feminicídio

Data de 17 de outubro passa a integrar o calendário oficial em memória de Eloá Pimentel; Santa Catarina teve 51 vítimas em 2025, já Joinville registra dois casos oficiais e 12 processos em andamento.

Atualizado em 09/01/2026 às 18:01, por Redação.

Imagem em preto e branco mostrando uma pessoa com parte do corpo desfocada ao fundo. Em primeiro plano, uma mão aberta está levantada em direção à câmera, com a palma voltada para frente, em gesto de proteção, defesa ou pedido para parar. O rosto da pessoa não é visível, ficando oculto atrás da mão e pela baixa iluminação. O fundo é escuro, reforçando a sensação de tensão e vulnerabilidade transmitida pela cena.

O Brasil passa a ter, a partir de 2026, o Dia Nacional de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, celebrado em 17 de outubro. A data foi instituída pela Lei nº 15.334, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada nesta sexta-feira (9) no Diário Oficial da União.

A escolha da data faz referência ao assassinato de Eloá Cristina Pimentel, morta em 17 de outubro de 2008, em Santo André (SP). O caso teve repercussão nacional após a jovem permanecer cerca de 100 horas em cárcere privado ao lado de uma amiga, enquanto a polícia negociava com o agressor, ex-namorado da vítima.

A lei teve origem no Projeto de Lei nº 935/2022, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF). A proposta foi aprovada na Comissão de Educação e Cultura do Senado em março de 2024, com parecer favorável da senadora Zenaide Maia (PSD-RN), e recebeu aval da Câmara dos Deputados em novembro de 2025.

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Dados do Judiciário de Santa Catarina apontam que, em 2025, 51 mulheres foram assassinadas em crimes de gênero no estado. No mesmo período, a Justiça catarinense julgou 106 casos de feminicídio, incluindo processos de anos anteriores, o que representa um aumento de 36% em relação a 2024. A maioria das ocorrências aconteceu dentro de casa e teve como autores parceiros ou ex-parceiros das vítimas.

Em Joinville, há 12 processos de feminicídio em andamento, conforme levantamento do Judiciário catarinense entre janeiro e novembro de 2025. No mesmo ano, o município registrou oficialmente dois casos de feminicídio até o mês de julho.


Redação

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