Sexta-feira, 11 de setembro de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
Início Joinville Caixão para o Billy Esportes Coisarada Seus Pilas Saúde Política
Região Região — tudo São Chico Araquari Barra do Sul Itapoá Garuva
Colunas Colunas — tudo Política - Estamos de Olho! Cultura - Pierre Porto Guia gastronômico Saúde - Mentalidade Consciente
Café com Chuville no rádio! Rede Mais pelo Jornalismo
Publicidade
/apidata/imgcache/ef5a2e95d402d6efa536eb09ca11f9a7.webp?banner=top&when=1789180097&who=6

Um ano após ser protocolado, PL do novo Simdec gera impasse e vereadora pede nova audiência pública em Joinville

Categoria artística segue insatisfeita com os rumos da discussão a respeito da alteração do principal projeto de financiamento setorial. Vereadora Vanessa da Rosa (PT) protocolou hoje (11) pedido de uma nova audiência pública.

arte com logomarca do simdec

Exatamente um ano e um mês após dar entrada na Câmara de Vereadores de Joinville, o polêmico Projeto de Lei Ordinária nº 196/2025, que reformula o Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec), volta ao centro das atenções no Legislativo municipal. Nesta terça-feira (11), a vereadora Vanessa da Rosa (PT), integrante da Comissão de Educação, Cultura, Desporto e Turismo, protocolou um novo requerimento (nº 31/2026) solicitando a realização de uma audiência pública para debater as mudanças antes que a matéria siga para votação em plenário.

O projeto do Poder Executivo pretende adequar a legislação local ao novo Marco Regulatório do Fomento à Cultura (Lei Federal nº 14.903/2024). No entanto, a proposta acumula fortes ressalvas e apreensão entre artistas, coletivos e produtores culturais da cidade desde a sua apresentação.

Hoje a matéria aguarda o parecer final do presidente da Comissão de Educação, vereador Alisson (Novo). O parlamentar tem o prazo regimental de até 45 dias para publicar o parecer antes da votação final em plenário.

Publicidade
/apidata/imgcache/1dccaf5006b5f13c4794921225667476.webp?banner=postmiddle&when=1789180097&who=6

Mudança na fatia de recursos é o principal nó cego

Conforme publicado pelo Chuville Notícias nesta reportagem, a principal insatisfação do setor cultural gira em torno do desequilíbrio na divisão de verbas do fomento. Pela legislação vigente (criada em 2005), os recursos são divididos igualmente: 50% para o Fundo Municipal de Incentivo à Cultura (FMIC) e 50% para o Mecenato Municipal (MMIC), onde empresas utilizam a renúncia fiscal para apoiar projetos.

O PL 196/2025 altera drasticamente essa balança, destinando 80% do montante ao Mecenato e apenas 20% ao Fundo. Para a classe artística, a mudança desfavorece iniciativas periféricas, pequenos coletivos e produtores independentes, que dependem diretamente dos editais públicos do Fundo por não possuírem penetração comercial junto a grandes patrocinadores corporativos.

Publicidade
/apidata/imgcache/5141ccebb56957c056516a11069813ef.webp?banner=postmiddle&when=1789180097&who=6

Além disso, o texto encaminhado pela Prefeitura autoriza que parcelas do Fundo passem a custear despesas administrativas do Simdec e ações promovidas diretamente pela Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) — ponto criticado por descentralizar a verba que originalmente iria para a ponta do setor produtivo.

Outro ponto sensível é a alteração na composição e no processo de escolha das comissões avaliadoras e de fiscalização de projetos, além das novas regras para prestações de contas e aplicação de sanções.

Diálogo e controle social

No requerimento apresentado nesta terça-feira, a vereadora Vanessa da Rosa defende que uma mudança estrutural de tamanho impacto não pode ser aprovada de forma apressada ou sem ouvir quem constrói a cultura diariamente na cidade.

"Uma legislação que reformula integralmente o principal sistema municipal de financiamento à cultura não deve ser aprovada sem a escuta efetiva das pessoas, entidades e coletivos que constroem diariamente a vida cultural de Joinville. A participação social é indispensável para que o novo SIMDEC fortaleça a cultura como direito, valorize todas as expressões culturais existentes no Município e preserve o controle social sobre a aplicação dos recursos públicos", destaca o requerimento assinado pela parlamentar.

Publicidade
/apidata/imgcache/003a2f7b9557499e3a7d1c73df680496.jpeg?banner=postmiddle&when=1789180097&who=6

Histórico de tensão e posicionamento oficial

A discussão já arrasta controvérsias. Em maio do ano passado, a própria Câmara de Vereadores sediou uma concorrida audiência pública com plenário lotado, onde a classe artística manifestou forte rejeição à inversão dos percentuais de investimento. Na oportunidade, integrantes do Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC) também reforçaram que haviam deliberado contra a redução do percentual do Fundo durante suas reuniões ordinárias.

Publicidade
/apidata/imgcache/5b8b731015dd2ab2ac3d5021bbd027b5.webp?banner=postmiddle&when=1789180097&who=6

A Prefeitura de Joinville e a Secult argumentam que a atualização do Simdec é fundamental para a modernização da gestão e alinhamento com a legislação federal. Em manifestações anteriores, o Executivo refutou a tese de prejuízo aos pequenos produtores, sustentando que os projetos contemplados no Mecenato abrangem diferentes faixas de orçamento (de R$ 60 mil a R$ 450 mil) e contemplam modalidades variadas em toda a cidade.

Publicidade
/apidata/imgcache/5141ccebb56957c056516a11069813ef.webp?banner=postmiddle&when=1789180097&who=6

Leia também