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OPINIÃO: A eleição do bom senso

Por Fabio Marcelo da Silva, formado em Jornalismo, com pós-graduação em Gestão Pública e servidor público municipal há 25 anos.

Atualizado em 13/01/2026 às 16:01, por Redação.

Pessoas em desenho com punho cerrado e a bandeira de Santa Catarina ao fundo

Arte Criada por Valentina Fraiz e alterado fundo por IA (chatgpt). Retirada do artigo da Revista Pesquisa Fapesp.

A maior cidade do estado não está representada à altura nem no Congresso Nacional nem na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

Infelizmente, os partidos de Joinville erram demais na construção das chapas para a disputa das eleições proporcionais.

Egos e projetos pessoais, aliados a interesses de grupos internos, inviabilizam candidaturas competitivas e dão estrutura e recursos a projetos que nitidamente não têm qualquer possibilidade de êxito. O resultado é que Joinville deixa para outras cidades vagas que poderiam ser daqui.

Olho com preocupação os movimentos do campo progressista de Joinville que, nas eleições de 2024, produziu novas lideranças com potencial eleitoral. As sinalizações para as eleições de 2026 indicam que, mais uma vez, não será levada em consideração a manifestação das urnas, mas sim projetos pessoais sem qualquer lógica.

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Falo das expressivas votações da vereadora eleita Vanessa da Rosa, com 4.366 votos, da ex-vereadora Ana Lucia, com 4.230 votos, de Rhuan Fernandes, com 1.912 votos, da ex-presidenta do Sinsej Jane Becker, com 1.832 votos, e de Larissa Sthephanie, com 1.676 votos.

Nesse cenário, temos quatro mulheres, duas mulheres negras liderando as votações, um homem negro da periferia e uma militante LGBTQIA+, uma renovação que deveria estar no centro da estratégia para 2026, mas que até aqui parece estar sendo ignorada.

É uma pena que o campo progressista vá perder a oportunidade de fortalecer esses nomes para uma eleição forte em 2026 e, com isso, deixar 2028 bem encaminhado para a ampliação dos espaços na política da cidade.

Não interessam correntes nem projetos pessoais. É hora da eleição do bom senso, de recuperar espaço com nomes que as urnas já sinalizaram aceitação, ampliar o projeto progressista e fortalecer a construção de uma cidade mais humana e igualitária.


Redação

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