Novo ano, novos preços: ICMS sobe e gasolina fica em média R$ 0,10 mais cara em Joinville e região
Confira os detalhes dos primeiros 7 dias da vigência do novo reajuste, determinado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e acatado pela Secretaria de Estado da Fazenda.
O bolso do joinvilense começou o ano de 2026 mais pesado. Quem passou pelos postos de combustíveis da maior cidade do Estado desde o dia 1º de janeiro notou uma mudança nos letreiros: o preço médio do litro da gasolina subiu cerca de R$ 0,10 na região. O aumento é reflexo direto da nova alíquota fixa do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que sofreu uma atualização anual em todo o território nacional.
A mudança não agradou aos consumidores. "A gente planeja o orçamento do mês, mas o combustível sempre sobe antes de qualquer outra coisa. Dez centavos parecem pouco, mas para quem usa o carro todo dia para trabalhar, no final do mês a conta não fecha", reclama o representante comercial Marcos Silveira, enquanto abastecia em um posto no bairro Atiradores.
A origem do aumento: decisão nacional
Apesar das críticas direcionadas às administrações locais, sobretudo à Petrobas, a Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina (SEF/SC) esclarece que o reajuste não é uma decisão isolada do Governo do Estado. A medida atende a uma determinação do Confaz, órgão que reúne os secretários de fazenda de todos os estados e do Distrito Federal.
Portanto trata-se de uma medida paralela ao governo federal, atendendo aos interesses dos estados, afinal são eles quem administram o ICMS.
De acordo com a Fazenda, a revisão está fundamentada nos Convênios nº 112/2025 e 113/2025, publicados ainda em setembro do ano passado. A atualização dos valores é obrigatória e segue as regras de tributação monofásica (alíquota única em todo o país) instituídas em 2023.
Tabela: O que muda no imposto
A revisão anual do imposto utiliza como base a média dos preços mensais divulgada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Confira os novos valores da alíquota fixa por unidade de medida:
| Produto | Valor Anterior (ICMS) | Novo Valor (ICMS) | Diferença |
|---|---|---|---|
| Gasolina (litro) | R$ 1,47 | R$ 1,57 | + R$ 0,10 |
| Diesel (litro) | R$ 1,12 | R$ 1,17 | + R$ 0,05 |
| Gás de Cozinha (kg) | R$ 1,39 | R$ 1,47 | + R$ 0,08 |
No caso do Gás de Cozinha (GLP), o impacto em um botijão de 13kg será de aproximadamente R$ 1,04 apenas na parcela do imposto, sem considerar outros custos de logística e margens das distribuidoras.
Fiscalização e pesquisa de preços
Para evitar que os estabelecimentos pratiquem aumentos abusivos que superem a variação da carga tributária, o Procon de Joinville informou que está monitorando o mercado. O órgão anunciou que publicará, nos próximos dias, uma nova pesquisa detalhada de preços dos combustíveis e do gás de cozinha em diversos estabelecimentos da cidade.
A orientação para o consumidor é exigir a nota fiscal e, caso perceba um aumento desproporcional entre o valor praticado em dezembro e o atual, denuncie ao órgão de defesa do consumidor.
O Chuville Notícias já publicou, em outras ocasiões, a suspeita de prática de cartel na cidade. Pois a diferença de preço entre Joinville e as cidades vizinhas sempre foi visível. Até mesmo os valores cobrados por postos às margens da BR 101 têm diferença considerável em comparação aos demais dentro da cidade.






