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Idosa fica ferida após atropelamento por patinete elétrico em Joinville

Condutor com patinete circulava na contramão na Rua João Colin; vítima passou por cirurgia e enfrenta perda de renda enquanto empresa não responde. A prefeitura foi acionada para esclarecimentos sobre fiscalização.

Atualizado em 22/01/2026 às 14:01, por Fagner Ramos.

Montagem com duas imagens: à esquerda, trecho de via urbana com pedestres atravessando a rua e um carro se aproximando; à direita, patinete elétrico azul da empresa Jet estacionado sobre a calçada, em área ajardinada próxima à via.

Momento do atropelamento pelo condutor com patinete da Jet - Montagem: Chuville

Uma idosa de 67 anos ficou gravemente ferida após ser atropelada por um patinete elétrico da empresa Jet, em Joinville, no dia 19 de janeiro, enquanto transitava pela Rua João Colin, próximo ao cruzamento com a Alexandre Döhler. Segundo a vítima, o condutor do patinete teria ido embora do local sem prestar socorro.

O acidente ocorreu quando o usuário do veículo circulava com o patinete na contramão da via pública, sem o uso de capacete, em desacordo com o Decreto Municipal nº 67.575, de 8 de julho de 2025, que proíbe esse tipo de circulação e recomenda o uso de equipamentos de segurança. Ao tentar atravessar a rua em direção à Rua Blumenau, ela foi atingida pelo infrator.

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O filho da vítima afirma que testemunhas relataram que sua mãe gritou pedindo ajuda e solicitou que o condutor chamasse uma ambulância, mas ele deixou o local imediatamente após o atropelamento.

Um vídeo do momento mostra o momento exato do acidente. Sem atendimento imediato, ela conseguiu caminhar até sua residência, localizada próxima ao local do ocorrido, e foi atendida pelo seu filho, que a levou à emergência.

A idosa foi internada, passou por cirurgia e deverá enfrentar novos procedimentos para estabilizar seu quadro de saúde. Autônoma, atua como terapeuta e massagista e depende diretamente da renda do trabalho para se manter, o que agrava ainda mais o impacto do acidente em sua vida.

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Um boletim de ocorrência foi registrado, além de denúncia formal e abertura de processo administrativo junto à Prefeitura de Joinville. A família também tentou contato com a empresa Jet por todos os canais disponíveis, incluindo e-mail e WhatsApp, mas recebeu apenas uma resposta automática informando que a solicitação seria analisada, sem prazo definido para retorno.

A ausência de um suporte ágil e efetivo em situações de acidente levanta questionamentos sobre o preparo da empresa para operar o serviço na cidade e sobre a responsabilidade diante de ocorrências que envolvem usuários e terceiros. Enquanto isso, a vítima segue em recuperação, sem respostas concretas e enfrentando incertezas sobre sua condição de saúde e subsistência.

Questionada sobre o caso, a Prefeitura informou não estar ciente até o presente momento. Sobre regras de fiscalização e demais pontos apontados pelo Chuville, a prefeitura informou que irá repassar às áreas envolvidas e responderá assim que possível.

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Resposta da prefeitura na íntegra:
 
A empresa proprietária dos patinetes tem autorização para implantação e operação experimental do sistema na cidade. 

O Departamento de Trânsito tem orientado a empresa a respeito da disposição dos equipamentos, conforme as normas previstas em lei.

Denúncias podem ser realizadas via Ouvidoria, pelo site joinville.sc.gov.br, aplicativo Joinville Fácil e telefone 156, com fiscalização de responsabilidade dos órgãos municipais.
 

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Patinetes da Jet viram febre em Joinville

A empresa Jet, do Cazaquistão, começou a operar em Joinville no fim de 2025, mais precisamente no dia 23 de dezembro, e logo virou febre, inclusive nas redes sociais. Em vários pontos da cidade, era possível ver patinetes elétricos azuis estacionados em locais estratégicos. No começo, 200 unidades foram distribuídas, mas, devido ao sucesso, a empresa disponibilizou mais 100.

Para utilizá-los, basta ser maior de 18 anos, sem necessidade de CNH, baixar o aplicativo em lojas como Apple Store e Google Play, cadastrar um cartão, escanear o QR code e circular pela cidade em uma velocidade de até 20 km por hora, limite máximo do equipamento.

O usuário pode escolher planos de uso por minuto, por hora ou por assinatura. Cada minuto custa o equivalente a R$ 0,59, dependendo do horário, já que o serviço funciona com tarifas dinâmicas, além do preço de ativação de R$ 2,99.

A empresa faz um alerta de que não é permitido utilizar suas unidades caso o usuário tenha ingerido álcool e recomenda o uso de capacete, algo raro de ser visto entre os usuários.

A Jet afirmou recentemente ao site da NSC, que seus patinetes são modernos e seguros, equipados com GPS, placas de identificação, sistema de freios, campainhas e faróis de LED.

Ainda de acordo com a empresa, as viagens incluem seguro gratuito contra acidentes e uma equipe de instrutores espalhados pela cidade, com orientações aos usuários.

A Jet estima ter realizado mais de 10 mil viagens e possuir cerca de 3 mil usuários cadastrados em Joinville.

Até o momento, a reportagem não conseguiu contato ou retorno da empresa para demais questionamentos sobre o acidente e sua atuação em Joinville. O espaço segue aberto e será atualizado assim que houver retorno.


Fagner Ramos

Formado em Jornalismo pelo Ielusc (2025). Vencedor do Prêmio Celesc de Jornalismo (2025).