Governo Jorginho Mello não envia representantes para audiência pública da Via Mar
Ausência de representantes gera críticas e moradores cobram informações sobre traçado e impactos.
Vereadores e comunidade durante audiência pública da Via Mar - Foto: Divulgação
A audiência pública sobre o projeto da rodovia Via Mar, realizada nesta segunda-feira (30) no bairro Morro do Meio, em Joinville, foi marcada pela ausência de representantes do Governo do Estado. A reunião foi promovida pela Comissão de Urbanismo da Câmara de Vereadores.
Parlamentares criticaram a falta de participação do Estado, que havia confirmado presença. O presidente da Câmara, Diego Machado (PSD), afirmou que deve encaminhar uma moção de repúdio ao plenário. Ele também sugeriu a formação de uma comitiva de moradores até a capital para cobrar esclarecimentos da Secretaria de Estado da Infraestrutura.
A comunidade do bairro Vila Nova, formada em grande parte por agricultores, demonstrou preocupação com o traçado da rodovia, possíveis desapropriações e impactos em atividades como a rizicultura e o turismo rural.

Autor do pedido da audiência, o vereador Adilson Girardi (MDB) afirmou que proprietários de imóveis já estariam sendo sondados e levantou suspeitas sobre falta de transparência nas informações para evitar especulação imobiliária.
Também participaram da audiência os vereadores Brandel Junior (PL) e Henrique Deckmann (MDB).
Projeto Via Mar
A grande aposta do projeto estadual da Via Mar é desafogar a BR-101 no trajeto das cidades adjacentes à estrada, sentido Florianópolis, hoje impactada pelo acúmulo de caminhões e pelo tráfego intenso de carros em horários de pico, principalmente em épocas de temporada.
O projeto apresentado pelo Governo Jorginho Mello conta com aproximadamente 145 km, ligando Joinville ao Contorno Viário da Grande Florianópolis. Serão seis faixas de rolamento e um investimento estimado de R$ 7 bilhões a R$ 9 bilhões. Parte dos recursos seria originada do Estado catarinense, de financiamentos com bancos internacionais e de parcerias público-privadas, com início das obras no primeiro semestre de 2026.

Redação
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