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Ex-secretário da prefeitura de Joinville é citado na Operação Gaiola Digital do MPSC

Investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), ambos coordenados pelo Ministério Público de SC, aponta Gilberto Leal, ex-secretário de governo de Joinville. Já decisão do TJSC não liga Leal às investigações. Entenda.

foto de um homem com imagem dividida com membro do gaeco
Imagem: Divulgação

A Operação Gaiola Digital, promovida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), está investigando um suposto esquema envolvendo fraudes licitatórias para contratação de softwares em prefeituras catarinenses. Joinville está na alça de mira da operação, que aponta para editais direcionados no sentido de favorecer a empresa Pública Tecnologia Ltda.  

O Ministério Público de SC requereu medida assecuratória de indisponibilidade de bens de Gilberto de Souza Leal Junior, no valor de R$ 8.030,205,06. O ex-secretário de governo de Adriano Silva (Novo) nega qualquer envolvimento, caracterizado por ele como “absurdo e fake news”.

Em resposta ao Portal Chuville Notícias, enviou uma nota oficial junto com a decisão do Tribunal de Justiça (TJSC). O desembargador que relata o caso não vê elementos que liguem Gilberto Leal à investigação do Gaeco.

Decisão do TJSC

    

Ao ser questionado sobre a Pública Tecnologia ter contrato com a prefeitura de Joinville, disse que a empresa atende o município desde 2010 e que o cargo exercido no governo não autorizava ou gerenciava licitações. Estas são centralizadas na Secretaria de Administração e Planejamento (SAP) e com parecer jurídico da Procuradoria do Município. “O processo licitatório ocorreu normalmente e está tudo correto”, afirmou.

Ontem (16), o ex-vereador Cleiton Profeta publicou um vídeo em suas redes sociais denunciando o caso. Profeta foi alvo de um processo administrativo por Comissão Processante e teve seu cargo de vereança cassado no último mês. 

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Veja a nota enviada por Gilberto Leal a esta reportagem:

"Sobre o vídeo que está circulando nas redes, a informação é falsa. Não fui alvo da operação. Inclusive, o próprio juiz destacou que não há qualquer elemento que indique minha participação.

As medidas judiciais cabíveis já estão sendo tomadas para responsabilizar o autor e restabelecer a verdade.

Fico extremamente decepcionado quando vejo pessoas que não entendem a verdadeira função de um político e usam da sua influência para repassar informações mentirosas tentando prejudicar a minha imagem.

Sempre trabalhei pelo bem e desenvolvimento de Joinville. O resultado de 30 anos de trabalho realizado com ética e responsabilidade são maiores que qualquer fake news que queiram divulgar sobre mim. Vamos em frente!"

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