ESTAMOS DE OLHO: O tema Restaurante Popular em ebulição, de frente com Rejane, o chororô do deputado e muito mais!
Chegou a coluna de quinta com análises das últimas informações do universo político de Joinville e região. Venha ficar bem informado para não chorar depois.
EDITORIAL
No dia de hoje, tivemos dois fatos relevantes. O imaculado cardeal do PP e ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira, recebeu o tok tok tok da PF com mandado de busca e apreensão sob a investigação do BOLSOMASTER. Interessante é o silêncio sepulcral de Flávio Bolsonaro. Outro fato foi o efusivo recebimento do presidente Lula por Donald Trump, que elogiou a dinâmica de Lula. Desse jeito, o bolsonarismo vai sofrer curto-circuito mental.
Mas vamos ao que é importante e grave em Joinville: pessoas em situação de rua e usuárias de drogas. Há quem queira usá-los para lacrar e radicalizar com discursos e narrativas fascistoides para ganhar votos dos extremistas. Há quem perceba a gravidade do problema e proponha solução. Porém, a questão vai para além de garantir alimento a quem sente fome. Há seres humanos afundados no vício em entorpecentes e virando zumbis nas ruas da cidade, perturbando moradores, transeuntes e a ordem pública.
O presidente da Câmara de Vereadores, Diego Machado (PSD), protocolou um projeto para separar as pessoas em vulnerabilidade social de quem é usuário de drogas no atendimento do Restaurante Popular. Na nota abaixo, tratamos disso. Porém, esta Coluna entende que o problema tomou proporção gigantesca e precisa do envolvimento de mais agentes públicos.
A Comissão de Cidadania do parlamento municipal, presidida pela vereadora Vanessa da Rosa (PT), poderia convocar a formação de um comitê que envolva assistência social, psiquiatras, psicólogos, Polícia Militar e Ministério Público para pensar, debater, elaborar e apresentar soluções com responsabilidade pública e humanista, inclusive conhecendo experiências assertivas de outros municípios. Não há outra alternativa.
Vereador Diego Machado propõe reorganização dos Restaurantes Populares
Ao perceber episódios de desordem e insegurança em Joinville referentes às pessoas em situação de rua, vítimas do uso de drogas, o presidente da Câmara, Diego Machado (PSD), protocolou o Projeto de Lei nº 133/2026 para ajustar o atendimento nos Restaurantes Populares em Joinville.
O projeto propõe reorganizar e separar o atendimento entre famílias em situação de vulnerabilidade social e pessoas em situação de rua viciadas em entorpecentes e acompanhadas pelo Centro POP. Segundo o vereador, episódios de desordem, embriaguez, uso de drogas e conflitos dentro ou no entorno das unidades têm afastado famílias, idosos e trabalhadores que realmente dependem do Restaurante Popular.
O projeto propõe a criação de dois formatos de atendimento: a Unidade de Atendimento Familiar (UAF), voltada para famílias cadastradas no CadÚnico, idosos e beneficiários do BPC; e a Unidade de Atendimento de Proteção Social (UAPS), destinada exclusivamente ao atendimento técnico da população em situação de rua.
Já há quem acuse o projeto de segregação
A polêmica com o projeto teve início pela percepção de segregação, já que propõe as UAPS em área não urbanizada. A justificativa é buscar evitar conflitos e garantir melhores condições para o acompanhamento social especializado. Diego afirma que o objetivo não é excluir pessoas em situação de rua, mas garantir atendimento adequado para cada realidade social. “Quem está em situação de rua precisa de acolhimento, acompanhamento técnico e políticas públicas específicas. Mas as famílias também têm direito de utilizar o Restaurante Popular com segurança, dignidade e respeito”, destacou.
A iniciativa e o conteúdo do projeto do vereador são salutares. A forma talvez precise do envolvimento de mais agentes públicos, conforme indicado no editorial. O tema é grave e muito complexo por se tratar de seres humanos em situação deprimente. Quem sabe, se a Comissão de Cidadania avocar esse debate, o projeto do Diego possa ser a ponta de lança para uma discussão pertinente, com o envolvimento de mais agentes públicos, para que se apresente uma solução definitiva.
Vanessa da Rosa se insurge contra decreto ilegal que permite demolições de casas sem análise técnica e direito de defesa
O Decreto Municipal de 2019, utilizado como justificativa para aterrorizar comunidades periféricas com demolições de casas cada vez mais frequentes no município, fere a Constituição. Sem passar pelo crivo do Legislativo, o regramento imposto pelo Executivo fere garantias constitucionais, como o contraditório, com todas as partes sendo informadas e ouvidas, e a ampla defesa, fundamentais para garantir a cidadania e a dignidade da população.
Para impedir que esta ilegalidade continue a justificar ações violentas na cidade, a vereadora Vanessa da Rosa (PT) apresentou um Projeto de Decreto Legislativo nº 3/2026 com o objetivo de sustar os efeitos do Decreto Municipal nº 36.070. “Os moradores de Joinville não podem ficar sujeitos aos desmandos da prefeitura e ao forte uso do aparato estatal, como a Guarda Municipal e a Polícia Militar, para violar direitos e derrubar as casas de famílias pobres e pessoas vulneráveis”, argumentou.
Conforme relatado pelos moradores e acompanhado pelo mandato de Vanessa da Rosa, a derrubada das casas é feita sem notificação para que as pessoas possam se organizar, gerando um permanente estado de medo e insegurança. Em 2026, a prefeitura de Joinville intensificou a derrubada de moradias em comunidades periféricas, especialmente em comunidades no bairro Ulysses Guimarães, como Juquiá, Rio Velho e Vila Paraense, além do bairro Morro do Meio.
Para a vereadora, a proteção ambiental é princípio constitucional indispensável e deve ser defendida com responsabilidade, mas não pode ser utilizada como fundamento para institucionalizar práticas de expulsão social seletiva contra populações pobres historicamente negligenciadas pelo próprio poder público. Ela defende que conflitos fundiários urbanos complexos exigem mediação, regularização fundiária, assistência técnica, urbanização, política habitacional e soluções humanizadas.
Pesquisa Neokemp aponta reeleição de Jorginho Mello no 1º turno
O governador Jorginho Mello (PL) aparece com 54,2% dos votos. Sua rejeição é de 21,7%. João Rodrigues, principal adversário, aparece com 18,3% e tem apenas 6,7% de rejeição. Gelson Merisio, o candidato de Lula em SC, é apontado com 7,8% e 32,6% de rejeição.
O dado novo que causa estranheza é o percentual de Carlos Bolsonaro liderando a pesquisa ao Senado com 28,4% e Carolina de Toni com 25,5%. Na sequência, Décio Lima aparece à frente de Espiridião Amin. Este com 14,1% e o petista com 15,4%. Na última pesquisa Atlas Intel, há um mês, esses números estavam invertidos, com Carol à frente, seguida por Amin e Carlos em terceiro. Daí cabe perguntar: qual pesquisa está certa ou as duas estão erradas?
Rodrigo Bornholdt faz sustentação oral no STF sobre a partilha de royalties de petróleo aos municípios e estados brasileiros
O notório advogado joinvilense é contrário à partilha equânime dos royalties do petróleo e defendeu a posição no plenário da Suprema Corte após o tema retornar à pauta com o voto da relatora Cármen Lúcia. O imbróglio jurídico se estende desde 2020, quando o Tribunal passou a analisar a constitucionalidade da lei de 2012 que alterou a distribuição, tornando as receitas arrecadadas mais igualitárias entre produtores e não produtores de petróleo.
O dilema dos estados produtores são os impactos ambientais causados pela exploração. Portanto, a fatia maior serviria para compensar esses impactos que não ocorrem nos estados não produtores. Hoje, os estados e municípios produtores detêm 61% e cairiam para 26% após uma transição de sete anos.
A Fenachopp 2026 retorna à Expoville para celebrar a cultura e as tradições germânicas de Joinville
A festa em 2025, na Sociedade Rio da Prata, foi um tremendo sucesso e já foi inserida no calendário dos grandes eventos da cidade. Silvio Neumann, do Castelo Excalibur, e o jornalista Carlos Castro, colunista do Portal Chuville, foram os responsáveis por convencer Laercio Beckhauser a retomar a festa comandada por Ismael Basegio, da Mega Produções. Neste ano, a festa vai ocorrer em dois finais de semana entre setembro e outubro de 2026.

Rápidas
- Leandro Schmitz, editor do Portal Chuville, entrevistou a prefeita Rejane Gambin (Novo) para avaliar os primeiros 30 dias de governo da primeira mulher a assumir a cadeira mais importante da maior cidade de SC. Assista e se inscreva no Canal Café com Chuville.
- Deputado Fernando Krelling apresenta emenda para construção da maior praça inclusiva de SC, um espaço planejado para acolher milhares de famílias atípicas, promovendo lazer, inclusão, convivência e interação para todos.
- Chororô de Zé Trovão humilha os joinvilenses de bom senso. Uma das piores coisas que pode existir num político é a VITIMIZAÇÃO. É uma postura ridícula e indigna de um representante do povo, que não tem freio para conter seu extremismo golpista, mas chora quando é pego no contrapé.
- Garanto que, para comprar a casa de R$ 1,5 milhão e mais quatro carros após virar deputado, foi só alegria. Porém, explicar de onde vem o dinheiro para pagar a prestação incompatível com o seu salário, nada, certo?
- Agora é oficial. Rodrigo Fachini foi empossado como deputado estadual na Alesc, onde vai atuar nos próximos quatro meses e defender uma política que parte da realidade concreta dos catarinenses. É o quinto a representar Joinville no parlamento de SC.

- Vereador Adilson Girardi propõe criação de Cadastro Municipal de Cuidadores de Idosos em Joinville através do Projeto de Lei nº 132/2026. A proposta tem como objetivo principal ampliar a proteção à pessoa idosa, oferecendo mais segurança, transparência e orientação às famílias que necessitam desse tipo de serviço.
- STF negou habeas corpus e manteve o deputado estadual Fabiano da Luz inelegível, mas sem perder o mandato. Uma viagem à Europa em 2014 com recursos públicos para fins turísticos foi o que motivou a condenação por improbidade administrativa.






