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Anvisa alerta para risco grave ligado ao uso de canetas emagrecedoras

Agência chama atenção para casos de pancreatite e reforça que medicamentos exigem prescrição e acompanhamento médico.

Atualizado em 09/02/2026 às 18:02, por Redação.

Aplicação de insulina no abdômen.

O uso inadequado das canetas pode causar efeitos graves, como pancreatite aguda e até perda de visão - Foto: EBC

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nesta segunda-feira (9) um alerta sobre os riscos do uso das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos usados para diabetes e, em alguns casos, para emagrecimento. Segundo a agência, o uso inadequado dessas substâncias pode causar efeitos graves, como pancreatite aguda, uma inflamação séria no pâncreas.

O alerta envolve medicamentos do grupo GLP-1, como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida. Embora os riscos já constem nas bulas, a Anvisa informou que houve aumento no número de notificações de reações adversas no Brasil e em outros países, o que motivou o reforço das orientações.

A orientação é que usuários procurem atendimento médico imediato em caso de dor abdominal forte e persistente, principalmente se vier acompanhada de náuseas e vômitos. Profissionais de saúde devem suspender o uso do medicamento ao suspeitar de pancreatite.

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A Anvisa lembra que já emitiu outros alertas sobre esse tipo de medicamento nos últimos anos, incluindo riscos durante anestesias e efeitos adversos raros, como perda de visão.

Dados da Anvisa mostram que, entre 2020 e dezembro de 2025, foram registradas 145 notificações de suspeitas de efeitos adversos relacionados a essas canetas no país, além de seis casos com suspeita de morte. Desde junho de 2025, a venda desses medicamentos só pode ser feita com retenção da receita médica, que tem validade de até 90 dias.

De acordo com o site Agência Brasil, a Anvisa indica que esses medicamentos devem ser usados apenas com prescrição médica e acompanhamento profissional. Em alguns casos, a pancreatite pode evoluir para quadros graves e até levar à morte. Ainda assim, os benefícios do tratamento continuam sendo maiores que os riscos, desde que o uso siga as indicações médicas.


Redação

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