Semanas atrás, após reclamações de usuários sobre o pagamento ser feito somente em dinheiro na balsa que faz o trajeto entre Joinville e São Francisco, na reformada Vigorelli, o Chuville detalhou em reportagem os trâmites assumidos pelo governo do estado junto à empresa e à agência reguladora para colocar em “prática” essa modalidade de pagamento. Esta semana, a empresa adotou o cartão de débito, mas somente isso e nada mais, segundo um funcionário da empresa.
Chegando ao local, notamos a fila característica de carros e motos esperando a balsa chegar. No biombo da bilheteria, onde antes havia somente os preços, agora há o símbolo do cartão e uma informação: “aceitamos cartão de débito”.
A lei 18.853 deixa uma brecha para o que o “bilheteiro” disse: Iniciativa privada deve facultar ao usuário, como forma de pagamento da tarifa, a utilização do sistema bancário Pix ou cartão de débito ou crédito, de todas as bandeiras existentes no território nacional. Foram 5 meses para se adequar e escapar da multa prevista na lei.
Outro fato que chamou a atenção nos momentos em que acompanhei o tráfego de carros e motos foi que, durante o pagamento da tarifa, não era ofertado pelo funcionário, nem solicitado pelos usuários, o comprovante de pagamento. A lei nº 8.137 define como crime negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente relativo à venda de mercadoria ou prestação de serviço.
Aresc não responde e F. Andreis não tem atendimento ao cliente.
O Chuville vem insistindo junto à Aresc por uma resposta formal sobre as ações tomadas junto à F. Andreis, tanto na modalidade de pagamento quanto ao atendimento falho nos canais da empresa. O número de telefone continua sem funcionar, assim como o email da F. Andreis.
A Aresc não responde aos emails; a Ouvidoria disse que o assunto precisa ser respondido pela Assessoria de Transportes, que por sua vez diz que ainda está em análise.
Falando com funcionários da F. Andreis, na balsa, eles informam que o número do site funciona. Mesmo ligando com eles, e com a mensagem reproduzida pelo viva-voz do celular de que o número está fora de serviço, eles afirmam que funciona e informam que o escritório da F. Andreis no Iririú atende sempre.
O Chuville continuará cobrando a Aresc até obter uma resposta formal sobre os assuntos mencionados e atualizará a reportagem. Por enquanto, o usuário da balsa da Vigorelli tem mais uma forma de pagamento disponível.
Uma resposta
Quem deveria fiscalizar, os órgãos públicos “competentes”, não o fazem. Este periódico on-line, o Chuville é extremamente necessário à população do norte catarinense. Continuem firmes.