Vereadores de Joinville propõem limitar horário de ferros-velhos
Funcionamento dos ferros-velhos durante a madrugada tem sido ligado à venda de produtos roubados e à troca por drogas, segundo autoridades. .
A atuação de ferros-velhos e empresas de sucata em Joinville foi tema de debate na última semana, mais precisamente no dia 16 de abril, durante reunião da Comissão Especial das Pessoas em Situação de Rua da Câmara de Vereadores.
A proposta em discussão é limitar o horário de funcionamento desses estabelecimentos, como forma de combater a receptação de itens furtados.
Relatos apresentados durante a reunião indicam que parte dos materiais comercializados nesses locais, especialmente durante a madrugada, têm origem criminosa. Entre os itens mais recorrentes estão fios de cobre, cabos elétricos, portões, hidrômetros e até equipamentos hospitalares.
O presidente da comissão, vereador Pastor Ascendino Batista (PSD), defendeu que muitos dos ferros-velhos que operam fora do horário comercial acabam se tornando pontos de venda de produtos furtados, com parte das transações sendo feitas em troca de drogas.
O secretário de Proteção Civil e Segurança Pública, Paulo Rigo, confirmou a relação entre os furtos e a atuação dos estabelecimentos. Segundo ele, o Grupo de Ação de Ordem Pública (Gaop) já realizou 14 operações em ferros-velhos da cidade.
Em uma das ações, foram encontrados 10 quilos de cobre. Em outra, 32 hidrômetros, além de cabos e válvulas da rede de oxigênio do Hospital Regional de Joinville.
A proposta dos vereadores é alterar o Código de Posturas do município (Lei Municipal nº 84/2000), restringindo o funcionamento dos ferros-velhos ao horário comercial. Também foi destacada a necessidade de fiscalização contínua, já que há cerca de 400 estabelecimentos do tipo em Joinville.
Apesar de mais de 30 empresários do setor terem sido convidados para o encontro, apenas três participaram. Representantes de secretarias municipais e da Polícia Científica também estiveram presentes na reunião.




