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Vereador que ofendeu parlamentares mulheres terá denúncia arquivada na Câmara

Mesmo após se exaltar e mandar uma vereadora se calar, o Conselho de Ética não vê respaldo para levar a quebra de decoro parlamentar de Willian Tonezi adiante. .

Atualizado em 10/09/2025 às 18:09, por Fagner Ramos.

O Conselho de Ética da Câmara de Vereadores de Joinville aprovou nesta quarta, 10, o parecer para arquivamento da denúncia de quebra de decoro parlamentar contra o vereador Willian Tonezi (PL), após o parlamentar se exaltar contra vereadoras em sessão.

Segundo o relator do processo, Lucas Souza (Republicanos), mesmo diante de questões relevantes sobre a conduta do parlamentar frente à violência política de gênero — que ele próprio chegou a defender na tribuna, ao mencionar que Tonezi havia passado do tom —, agora avalia que não há respaldo suficiente para comprovar a violação do código de ética.

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A acusação, realizada pela vereadora Vanessa da Rosa (PT) em março, teve votos de arquivamento do próprio Lucas Souza, acompanhado de Mateus Batista (União Brasil), Pastor Ascendino Batista (PSD), Neto Petters (Novo) e Cleiton Profeta (PL).

Relembre o caso

No dia 24 de fevereiro, três parlamentares (Vanessa da Rosa, do PT; Liliane da Frada, do Podemos; e Henrique Deckmann, do MDB) usaram o tempo de tribuna para celebrar os 93 anos da conquista do voto feminino no Brasil e a participação da mulher na política. Foi o estopim para uma onda de ataques de Tonezi às mulheres do parlamento local.

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Na mesma sessão, ele afirmou que, sempre que houver na Câmara algum discurso feminista, ele irá “expor as feministas e o que elas defendem”. A afirmação mostra que as ações não se tratam de ocorrências isoladas ou de um descontrole momentâneo, mas de um comportamento planejado, estratégico e deliberado, com o propósito de deslegitimar as atuações que envolvem pautas feministas e de igualdade de gênero.

O comportamento considerado misógino se repetiu, com ainda mais veemência, no dia seguinte, 25 de fevereiro, quando Tonezi mandou uma colega da Comissão de Urbanismo se calar aos gritos. Primeiro, ele a acusou de fazer uma “palhaçada”, o que provocou uma resposta natural da vereadora. Logo em seguida, começou a gritar e tentar silenciá-la de maneira hostil, repetindo por três vezes: “Eu tô falando, a senhora fique quieta!”, “Eu tô falando, a senhora fique quieta!”, “Eu tô falando, a senhora fique quieta!”.

O parecer será votado em plenário para arquivamento.


Fagner Ramos

Formado em Jornalismo pelo Ielusc (2025). Vencedor do Prêmio Celesc de Jornalismo (2025).

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