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Vereador de Joinville volta a chamar o estado do Pará de lixo

Mateus Batista, que está sendo investigado pelo Ministério Público Federal, reafirmou sua fala polêmica durante entrevista no programa Contraponto, do site Notícias Joinville.

Mateus Batista, vereador de Joinville pelo partido União e membro do MBL
Mateus Batista, vereador de Joinville pelo partido União e membro do MBL - Foto: CVJ

O vereador de Joinville, Mateus Batista (União), reafirmou, em um programa de entrevistas nesta quinta, 7, que o estado do Pará é um lixo, assim como a favela também é um lixo.

A fala do parlamentar ocorreu após Jesus Lumma, um dos apresentadores do programa Contraponto, do canal Notícias Joinville, comentar e questionar se uma declaração dada anteriormente por ele, e que repercutiu nacionalmente, não reforçaria um discurso xenofóbico no estado catarinense.

Batista foi categórico e disse que sua declaração constata uma realidade. O parlamentar chega a afirmar que Belém, capital do Pará, tem quase 60% da população vivendo em favela e que isso não seria algo positivo.

Ao comparar com as favelas de Florianópolis, que já foram alvo de suas falas polêmicas, Batista reiterou ao dizer que, além de serem um lixo, deveriam deixar de existir, não apenas materialmente, mas espiritualmente também.

Sobre a xenofobia, o vereador frisou que isso ocorre devido às desigualdades regionais existentes no país, onde nortistas e nordestinos migram para outros locais porque fogem da violência de suas regiões de origem.

Em determinado momento da fala, Batista afirma que essas pessoas precisam passar por cima de fezes para ir trabalhar em seus estados e acabam se refugiando em Santa Catarina, vindo a gerar problemas, dentre eles a xenofobia.

“São esses problemas que causam a xenofobia, que daí vem o catarinense e fala: ‘Olha, tá vendo o nordestino fazendo merda?’ É isso que causa, e não eu constatando um fato de que o Pará é um estado destruído”, declarou Batista.

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O vereador, que também é membro do MBL, é alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF) por declarações consideradas xenofóbicas e discriminatórias, quando, junto de Felipe Barcellos, também integrante do MBL, disse que Florianópolis está virando um favelão, como o Rio de Janeiro, e que há vários vagabundos migrando para comunidades da capital catarinense.

Em um vídeo gravado por eles e disponibilizado nas redes sociais, Batista e Barcellos afirmam que o lado bom é que a polícia está matando vagabundo e contendo o avanço, mas que barrar a entrada de imigrantes em Santa Catarina é fundamental para “estancar” o problema.

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