Vereador de Garuva acusado de abandonar esposa vira alvo de questionamentos sobre gastos públicos
Fim de relacionamento, ameaças de morte e aumento de 1500% em diárias: presidente da Câmara de Garuva, Reginaldo Mews Rosa (PL), dá sua versão sobre as polêmicas envolvendo seu nome e sua gestão e diz que vai se afastar do cargo.
O atual presidente da Câmara de Vereadores de Garuva, Reginaldo Mews da Rosa (PL), teve sua vida exposta nos últimos dias. O parlamentar é acusado de abandonar a esposa e os quatro filhos, morar com a nova companheira na casa da ex e passou a ser cobrado nas redes sociais pelo aumento expressivo nos gastos com viagens, que teriam saltado mais de 1500% entre 2024 e 2025.
O Chuville procurou o vereador para esclarecimentos sobre os últimos ocorridos que, segundo suas palavras, fazem com que esteja sendo alvo de mentiras por parte da ex-mulher e da ex-cunhada. Ele também procurou justificar os gastos, afirmando que foi o vereador que mais trouxe verbas via emendas parlamentares para Garuva.
Durante a conversa, Rosa afirma ser um bom pai, agir pelo certo e se diz frustrado pelos acontecimentos e pela exposição da vida pessoal. O parlamentar afirma que vai processar todos que divulgaram vídeos e imagens sem contexto e pretende se afastar por um momento, pois está sendo julgado injustamente pela população.
Suposta traição, ameaças de morte, quebra de câmeras e exposição nas redes
As polêmicas envolvendo o nome do presidente da Câmara vieram à tona quando sua ex-cunhada gravou um vídeo e divulgou nas redes sociais dizendo que sua irmã, Kelly, antiga esposa de Rosa, estaria enfrentando dificuldades financeiras e psicológicas após ter se separado do parlamentar.
Na gravação, a ex-cunhada chega a dizer que, sem renda fixa, Kelly passou a enfrentar dificuldades para custear o novo imóvel e contratar um advogado, precisando da ajuda de parentes e amigos próximos.
Ainda durante o depoimento, a mulher afirmou que sua irmã recebeu mensagens da atual companheira do vereador com ameaças de morte, dizendo que passaria com o carro por cima dela e dos filhos. Caso fosse necessário, iria até o salão de beleza, local onde a ex-esposa trabalha, para resolver o assunto.
A família chegou a divulgar uma nota relatando o pedido de divórcio do parlamentar. Segundo o comunicado, mesmo sem a oficialização judicial, ele passou a morar com a nova companheira na casa rural onde vivia com os filhos, obrigando a família a morar de aluguel em outro local.
Abalada, a ex-mulher do vereador denunciou o caso à Polícia Civil de Garuva e obteve medida protetiva contra o parlamentar.
No último final de semana, mais um vídeo viralizou, mostrando o vereador sendo filmado por uma mulher enquanto quebrava câmeras em sua residência. Segundo Rosa, o vídeo é antigo e as câmeras foram colocadas pela ex-companheira com o intuito de vigiá-lo. Por esse motivo, ele entende que teria o direito de tomar determinada atitude.
A versão do vereador
Por outro lado, a atual companheira do vereador afirmou que também sofreu ameaças. Relatos nas redes sociais dizem que a ex-esposa e familiares invadiram a casa do parlamentar, levando alguns pertences, comida e até o seu Monjauro, caneta pré-emagrecedora utilizada por ele. O caso também foi levado à Justiça.
Segundo entrevista ao Chuville, o áudio enviado com supostas ameaças de morte não foi feito por sua namorada, mas sim por uma pessoa próxima a ela que, revoltada com a situação, teria agido sem autorização de ambos.
Mesmo sem oficializar o divórcio, vídeos nas redes sociais mostram o presidente da Câmara em festas ao lado dela. Surgiram comentários e acusações de que o vereador teria conhecido sua namorada em Florianópolis e que parte do aumento dos gastos seria com viagens até a cidade para encontrá-la.
Rosa diz que são acusações infundadas e afirma que sua atual companheira é do Rio Grande do Sul, não tendo relação com a cidade de Florianópolis, embora não tenha deixado claro se foi lá que a conheceu.
Ao justificar se teria desamparado a esposa, o vereador afirma que mantém os gastos de sua ex-companheira e mantém um bom relacionamento com os filhos, também subsidiando seus gastos.
Aumento de 1500% em diárias e o futuro do parlamentar
Recentemente, um levantamento apontou que, desde 2021, ano em que o parlamentar passou a ocupar uma cadeira na Câmara, já foram gastos cerca de R$ 128 mil em diárias, de acordo com dados disponíveis no Portal da Transparência de Garuva.
As diárias são destinadas a cobrir custos de deslocamento, alimentação e hospedagem em compromissos oficiais fora do município.
Um fato que chama atenção é que, em 2024, Mews teria gasto aproximadamente R$ 4,4 mil. Já em 2025, o valor saltou para cerca de R$ 73 mil, um aumento superior a 1500%. Em 2026, somente nos primeiros quatro meses, o parlamentar já acumula mais de R$ 13 mil em diárias.
O presidente da Câmara argumenta que, por ser chefe da Casa, está em constantes deslocamentos para outros locais em busca de emendas e verbas para a cidade de Garuva. Em sua justificativa, afirma que, nesta legislatura, irá encerrar o biênio com mais de R$ 5 milhões em recursos para o município.
Outra justificativa dada por Rosa para as diárias seriam cursos de especialização realizados em outras cidades. No momento da entrevista, o presidente da Câmara estava em Curitiba, vindo de Brasília, para fazer um curso de segurança pública, segundo suas palavras.
O vereador afirmou que a atual situação mexeu com sua imagem na cidade e que hoje é apontado por muitos como um “homem que não tem vergonha”. Diante disso, afirmou que irá se licenciar do cargo em breve, deixar sua atual residência e procurar novos ares e projetos.
Mais da entrevista você pode conferir no canal do youtube do portal Chuville Notícias.






