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Vendedora denuncia ataque racista e xenofóbico em supermercado de Joinville

Segundo vítima, em dois anos morando em Joinville, é a segunda vez que sofre ataques racistas na cidade. Veja os detalhes.

Imagem retirada de um vídeo mostrando uma mulher borrada
Imagem retirada de vídeo

O domingo de trabalho de Yasmin Neri Coimbra terminou em caso de polícia no bairro Bucarein, em Joinville. A vendedora de uma loja de cosméticos localizada dentro de um supermercado denunciou ter sido vítima de racismo e xenofobia enquanto exercia suas funções neste domingo (28). O ataque teria partido de uma cliente insatisfeita com uma falha técnica no sistema da loja.

O estopim: uma falha no sistema

De acordo com o relato da vítima, a agressora foi até o estabelecimento para retirar um produto adquirido pela internet. Durante o atendimento, o computador da loja apresentou uma falha e não conseguiu emitir a nota fiscal necessária para a liberação da mercadoria. Diante da impossibilidade de levar o produto de imediata, a cliente decidiu ir embora.

Contudo, logo após a saída da mulher, Yasmin reiniciou o sistema e conseguiu gerar o documento. O aplicativo da loja notificou automaticamente o celular da cliente, que retornou ao balcão. Foi nesse momento que as ofensas começaram.

Ofensas explícitas

Ao voltar para retirar o cosmético, a cliente teria proferido insultos de cunho racista e xenofóbico contra a funcionária. Segundo Yasmin, a mulher disparou: "Vocês do Pará merecem ser tratados assim, sua macaca!"

Imediatamente após a agressão verbal, a vendedora pegou o telefone celular para registrar o ocorrido em vídeo, mas a suspeita fugiu do local logo em seguida.

Veja o vídeo em nosso instagram:

Busca por justiça

Yasmin confirmou, exclusivamente ao Chuville Notícias, que pretende comparecer à delegacia nesta segunda-feira (29) para registrar um Boletim de Ocorrência e dar andamento a um processo judicial contra a cliente.

Infelizmente, este não é um episódio isolado na vida da trabalhadora. Ela relata que esta é a segunda vez que sofre racismo em Joinville — o primeiro caso ocorreu em outro supermercado onde trabalhou anteriormente.

Dizem que aqui é fácil encontrar emprego, mas não é fácil a gente trabalhar de domingo para ser vítima de um crime desses.
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lamentou Yasmin

No Brasil o crime de racismo está previsto na Lei nº 14.532/23, onde considera inafiançável e imprescritível, com pena de até 5 anos de reclusão.

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