Urna eletrônica: como funciona a segurança e a fiscalização dos votos
Equipamento não tem conexão com a internet e passa por testes e auditorias antes, durante e depois das eleições.
A urna eletrônica é usada nas eleições brasileiras desde 1996 e completa 30 anos em 2026. Nesse período, o equipamento e os sistemas de votação passaram por mudanças e ganharam mecanismos de segurança e fiscalização. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não há registro comprovado de fraude na coleta dos votos, na apuração ou na totalização desde a implantação do sistema eletrônico.
A segurança não depende de uma única medida. O processo eleitoral prevê 40 oportunidades de auditoria e fiscalização ao longo do ciclo eleitoral, com participação de partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Polícia Federal, Congresso Nacional e outras entidades. Entre os procedimentos estão a análise dos sistemas, testes de segurança, assinatura digital dos programas, lacração e verificação das urnas.
Como os sistemas são verificados
Antes da eleição, os programas que serão usados nas urnas passam por testes e fiscalização. Na cerimônia de assinatura digital e lacração, os sistemas são apresentados às entidades que acompanham o processo. Depois, recebem assinaturas digitais e códigos que permitem verificar se os arquivos foram alterados.
O código-fonte dos sistemas também fica disponível para análise das instituições fiscalizadoras dentro do período previsto pela Justiça Eleitoral. Especialistas ainda podem participar do Teste Público de Segurança, criado para identificar possíveis problemas e permitir que sejam corrigidos antes da eleição.

A urna não tem internet
Durante a votação, a urna funciona de forma isolada e sem conexão com a internet, Wi-Fi ou Bluetooth. O equipamento utiliza apenas os programas que passaram pelas etapas de verificação da Justiça Eleitoral.
Depois do encerramento da votação, a urna imprime o Boletim de Urna (BU), documento que mostra os votos registrados naquela seção. Os dados também são gravados em uma mídia e encaminhados aos sistemas de totalização da Justiça Eleitoral.
A urna mantém ainda o Registro Digital do Voto (RDV), que permite verificar os votos registrados pelo equipamento em procedimentos de auditoria.
O que acontece se faltar energia?
A urna possui bateria interna e pode continuar funcionando em caso de interrupção no fornecimento de energia elétrica. A Justiça Eleitoral também prevê procedimentos para garantir a realização da votação em locais onde o acesso à energia pode apresentar dificuldades.
Como o eleitor é identificado?
Antes de votar, o eleitor apresenta um documento ao mesário. Quando disponível, a biometria pode ser usada para confirmar a identidade. Caso a leitura biométrica não funcione, existem outros procedimentos para confirmar a identidade e permitir a votação.
Teste compara voto em papel com resultado da urna
Um dos mecanismos de fiscalização é o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas. O procedimento simula uma votação em ambiente controlado. Votos registrados previamente em cédulas de papel são digitados na urna, e o resultado produzido pelo equipamento é comparado com a contagem feita manualmente.
A Justiça Eleitoral também realiza o Teste de Integridade com Biometria, no qual eleitores voluntários usam a biometria para habilitar a urna que participa da auditoria. O procedimento passou a fazer parte das eleições a partir de 2024.
Os testes e as demais etapas de fiscalização permitem conferir se os sistemas instalados nas urnas são os mesmos que foram preparados e lacrados para a eleição e se os resultados registrados pelo equipamento correspondem aos dados usados na totalização.
Cinco passos da votação eletrônica

* Fonte Senado Federal








