Suspeito de esfaquear jornalista após ataques racistas é preso em Jaraguá do Sul
Homem havia sido liberado após o ataque, mas voltou a ameaçar a vítima e teve a prisão decretada pela Justiça após o avanço das investigações.
O suspeito de esfaquear o jornalista Fausto Cecílio, de 40 anos, no dia 7 de julho, em Jaraguá do Sul, foi preso nesta segunda-feira, 20. Mesmo após a agressão ter sido comprovada na ocasião, ele foi liberado e uma investigação foi aberta.
Dias depois do ocorrido, o agressor voltou a fazer novas ameaças à vítima, dizendo que iria terminar o que havia começado. Após a polícia colher depoimentos de testemunhas e realizar laudos periciais, a prisão dele foi decretada.
Entenda o caso
O jornalista Fausto Cecílio foi esfaqueado na tarde do dia 8, após defender a esposa e o filho, de apenas um ano, de uma agressão praticada pelo vizinho, que também proferiu falas racistas e xenofóbicas contra os dois.
A violência ocorreu quando Cecílio saiu para ir ao mercado com a família e foi abordado pelo agressor na rua. Munido de um canivete, ele passou a ofender a esposa do jornalista, chamando-a de "preta safada", "vagabunda", entre outras ofensas.
Durante os xingamentos, a esposa pegou o celular para gravar as agressões verbais. Nesse momento, o suspeito foi em sua direção para agredi-la, enquanto ela estava com o filho no colo. Foi então que o jornalista, ao tentar defendê-la, recebeu três golpes de canivete nas costas. Mesmo assim, conseguiu desarmá-lo, evitando uma fatalidade.
Após ser contido, o suspeito entrou no automóvel e fugiu do local. O jornalista foi socorrido em uma Unidade Básica de Saúde e, posteriormente, internado no Hospital São José. Um boletim de ocorrência foi registrado.
Casal de Manaus enfrenta problemas há mais de um ano
Cecílio e a esposa são naturais de Manaus e vêm enfrentando problemas com o vizinho há mais de um ano. Tudo começou quando ela, grávida de nove meses, passou a receber ofensas por preparar refeições pela manhã.
Segundo relato ao site da ND, o vizinho se irritou, mandou que ela parasse de fazer comida naquele horário, pois o barulho o incomodava, e afirmou que "índio tinha que voltar para o Amazonas".
As ofensas continuaram até o ponto em que as agressões verbais evoluíram para a violência física.
A defesa do suspeito negou as ofensas racistas e xenofóbicas e reiterou que isso será provado no decorrer do processo. Enquanto isso, o homem foi encaminhado ao Presídio de Jaraguá do Sul e permanece à disposição da Justiça.



