Rede hospitalar de Joinville opera no limite da capacidade
Hospital São José registra alta demanda, cidade tem 1.308 cirurgias eletivas em espera e vereadores cobram ampliação da estrutura hospitalar.
A superlotação da rede pública de saúde de Joinville voltou a ser debatida na Câmara de Vereadores nesta quarta-feira (29). Durante reunião da Comissão de Saúde, parlamentares discutiram a falta de leitos, a ampliação da estrutura hospitalar, o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a fila de cirurgias eletivas.
O vereador Henrique Deckmann (MDB), que propôs o debate, e outros integrantes da comissão cobraram medidas para ampliar a capacidade de atendimento. O vereador Pastor Ascendino Batista (PSD) defendeu que o Governo do Estado amplie a oferta de leitos hospitalares. Segundo ele, a criação de pelo menos 100 novos leitos é necessária para atender a demanda da população.
Representantes do Hospital Municipal São José informaram que a unidade realizou mais de 197 mil atendimentos em 2025. Apenas o pronto-socorro recebe entre 6 mil e 7 mil pacientes por mês, com previsão de aumento da procura ao longo de 2026.
Hospital amplia leitos e apresenta dados
Para reduzir a superlotação, o Hospital São José informou que está ampliando os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O espaço destinado às novas vagas passa por reformas.
A comissão também analisou a fila de cirurgias eletivas, que soma 1.308 procedimentos aguardando realização.
Estado diz que região atende pacientes de cidades vizinhas
A gerente regional da Secretaria de Estado da Saúde, Graziela Vieira, apresentou dados sobre a oferta de leitos. Segundo ela, Santa Catarina possui 18.961 leitos hospitalares, dos quais 71,18% atendem pelo SUS. Na região de Joinville, são 921 leitos destinados ao sistema público e 444 na rede privada.
Graziela afirmou ainda que Joinville concentra pacientes de cidades vizinhas, como Jaraguá do Sul, Mafra e municípios do Vale do Itapocu. Segundo a gestora, o Estado trabalha para ampliar e especializar os serviços de saúde nessas regiões, com o objetivo de reduzir a pressão sobre os hospitais do município.



