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Quilombolas cobram reconhecimento e serviços em audiência em Joinville

Comunidades relataram problemas de acesso a serviços e ausência em registros oficiais do município.

Atualizado em 16/04/2026 às 10:04, por Fagner Ramos e Redação.

Entrada da Comunidade Beco do Caminho Curto à beira da estrada da Fazenda

Entrada da Comunidade Beco do Caminho Curto à beira da estrada da Fazenda – Foto: Fagner Ramos

A audiência pública que discutiu a inclusão de comunidades quilombolas no Plano Diretor de Joinville, realizada na segunda-feira (13), terminou com cobranças por maior reconhecimento e acesso a serviços básicos. O encontro ocorreu na Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Câmara de Vereadores.

Durante o debate, representantes das comunidades Beco do Caminho Curto e Ribeirão do Cubatão relataram dificuldades relacionadas à ausência de políticas públicas e à falta de participação em decisões recentes sobre o planejamento urbano.

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Após a audiência, a vereadora Vanessa da Rosa (PT), autora do requerimento, afirmou ao Chuville que o encontro foi um primeiro passo, mas que os problemas apontados persistem. Entre as críticas, está o fato de as comunidades não constarem como quilombolas no sistema de geoprocessamento da prefeitura, mesmo com certificação reconhecida e processos de titulação em andamento.

A parlamentar também mencionou a falta de serviços básicos, como transporte público e estrutura educacional, além de apontar 21 processos de regularização fundiária (Reurb) pendentes em áreas quilombolas.

Outro ponto levantado foi o impacto de mudanças no zoneamento urbano. Segundo a vereadora, a criação de novos bairros, como Marinas e Vale Verde, teria afetado diretamente as comunidades, incluindo problemas relacionados à definição de CEP e à reorganização territorial.

A audiência reuniu representantes de órgãos públicos e entidades civis e deve ter desdobramentos. De acordo com a vereadora, a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos pretende criar um grupo de trabalho para acompanhar a regularização fundiária e a titulação das terras quilombolas no município.


Fagner Ramos

Formado em Jornalismo pelo Ielusc (2025). Vencedor do Prêmio Celesc de Jornalismo (2025).