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Profeta vira alvo de medidas legais e pedido de cassação do mandato

Bate boca com Neto Petters durante reunião de plenário e ameaça ao vereador Henrique Deckmann em reunião interna motivam ações contra vereador e reacendem o debate sobre decoro e funcionamento do Legislativo. O recebimento do processo de cassação foi aprovado com 14 votos, contra 2.

Atualizado em 02/03/2026 às 11:03, por Fagner Ramos.

Vereador Cleiton Profeta em plenário

Vereador Cleiton Profeta - Foto: CVJ

Após dias do bate boca ocorrido com o vereador Neto Petters (NOVO) durante reunião em plenário, um novo confronto envolvendo o vereador Cleiton Profeta (PL), agora com o vereador Henrique Deckmann (MDB), voltou a colocar em evidência o ambiente de tensão recorrente na Câmara de Vereadores de Joinville. O episódio ocorreu na manhã de 25 de fevereiro de 2026, após a suspensão de uma sessão ordinária, e resultou no registro de um boletim de ocorrência e em um pedido formal de cassação de mandato do vereador identificado como o mais radical da direita em Joinville.

De acordo com relato apresentado pelo vereador Henrique Deckmann, secretário da Mesa Diretora, uma reunião convocada pelo presidente da Casa, Diego Machado, para tratar da convivência entre parlamentares terminou em confronto com o vereador Cleiton Profeta.

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Segundo a versão registrada, Cleiton deixou a reunião de forma exaltada, avançou contra Deckmann e precisou ser contido por outros vereadores presentes. Ainda segundo relato de Petters, durante audiência na Câmara, no dia de hoje, 02, Profeta ficou face a face com Deckmann, o encurralando contra a parede e o chamando de velho gagá, sendo novamente contido por outros parlamentares. O caso foi posteriormente formalizado junto à Polícia Civil.

O episódio ganhou repercussão política com a reação do Partido NOVO, que protocolou denúncia por quebra de decoro parlamentar contra Cleiton Profeta. O documento não se limita ao ocorrido na reunião e aponta um histórico de condutas consideradas incompatíveis com a função pública, como o uso frequente de palavrões, ofensas pessoais e episódios de tumulto que teriam levado à interrupção de sessões e reuniões de comissões.

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Segundo a denúncia, essas atitudes extrapolariam os limites da imunidade parlamentar e comprometeriam o funcionamento da Câmara, transformando o plenário em espaço de conflitos pessoais, em detrimento do debate legislativo. O pedido de cassação se apoia ainda no registro do boletim de ocorrência feito por Deckmann, que afirma ter sido alvo de intimidação, injúria e ameaça.

O processo agora segue o rito previsto no Regimento Interno, com leitura da denúncia em plenário, votação sobre seu prosseguimento e, caso aprovada, análise por uma comissão específica. As sanções possíveis variam de advertência até a perda definitiva do mandato, decisão que cabe ao plenário.

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Reação do Profeta

Durante a leitura do pedido na Câmara, Profeta manifestou se dizendo estar feliz com a abertura do processo, pois afirma estar sendo injustiçado, já que luta contra possíveis atos de corrupção no município. Já o vereador Willian Tonezi (PL) subiu ao plenário para afirmar ser contra o pedido, que classificou como manobra política.

Questionada pela reportagem do Chuville, a assessoria do vereador Cleiton Profeta respondeu dizendo que ele teria sido empurrado e intimidado pelo vereador Henrique Deckmann durante a reunião, após avisar que precisaria se ausentar por outro compromisso. Segundo ele, a discussão ocorreu porque sua saída foi impedida, e seriam falsas as insinuações de agressão, inclusive contra um idoso.

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Sobre o pedido de cassação protocolado pelo Partido NOVO, Profeta sustenta que a iniciativa não envolve acusações de corrupção ou irregularidades administrativas, mas seria uma tentativa de silenciá-lo por suas denúncias e postura fiscalizadora. Ele afirma que o pedido busca caracterizar sua atuação como quebra de decoro para desviar o foco de problemas como falhas na saúde, obras atrasadas e desperdício de recursos públicos.

O vereador também relata episódios anteriores de cerceamento de sua atuação, como desligamento de microfone em plenário, aprovação de projetos sem debate e tentativas de isolamento político, incluindo articulações com Maurício Peixer para sua expulsão partidária. Ainda segundo a nota, o prefeito Adriano Silva teria solicitado ao governador Jorginho Mello que interviesse para que ele recuasse. 

Profeta terminou a nota com a afirmação que não pretende se calar e que seguirá atuando de forma independente.

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Recebimento de processo de cassação aprovado

Durante a sessão ordinária de hoje, 02, o pedido de cassação contra Profeta foi aprovado por 14 votos a favor e 2 contra. 

A comissão processante ficará a cargo dos vereadores Érico Vinicius (NOVO), que ficará com a relatoria, Brandel Júnior (PL) e Adilson Girardi (MDB), no cargo da presidência. Uma primeira reunião foi marcada para quarta-feira, às 9h.

 

Painel do resultado da votação - Youtube da CVJ

Fagner Ramos

Formado em Jornalismo pelo Ielusc (2025). Vencedor do Prêmio Celesc de Jornalismo (2025).

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