Prefeitura diz que obra da Ponte Joinville segue com 50% de execução após paralisação parcial
Município afirma que pagamentos à Álya estão em dia e atribui suspensão dos serviços a desacordo comercial entre empreiteira e prestadora.
A Prefeitura de Joinville informou nesta quinta-feira (6) que as obras da Ponte Joinville continuam em andamento e já alcançaram 50% de execução. A manifestação ocorre após a Destaca Engenharia anunciar a paralisação dos serviços de fundação, alegando falta de pagamento de cerca de R$ 12 milhões pela Álya Construtora.
Segundo a Prefeitura, os pagamentos à Álya Construtora, empresa responsável pela obra, estão em dia. O município afirma que a Destaca é uma prestadora de serviços contratada pela Álya e que a interrupção das atividades está relacionada a um desacordo comercial entre as duas empresas.
A Álya não quis informar qual seria esse desacordo e disse que não tinha nada a declarar.
Prefeitura afirma que apenas uma frente foi afetada
Ainda de acordo com a administração municipal, a Álya informou que iniciou o processo para contratar uma nova empresa para executar os serviços realizados pela Destaca.
A Prefeitura também destacou que apenas uma das frentes da obra foi afetada. Dos cerca de 420 trabalhadores que atuam na construção da ponte, aproximadamente 30 são da Destaca. As demais etapas seguem normalmente.
Entre os serviços em andamento estão a execução da aduela de arranque, estrutura que dará suporte ao principal vão da ponte, a drenagem e a preparação das vias de acesso no bairro Boa Vista. Também continua a fabricação das vigas de concreto: das 127 previstas no projeto, 108 já foram concluídas.
Fundações avançam nos dois lados da ponte
Em relação às fundações, a Prefeitura informou que os blocos 1, 2, 3A e 9, no lado do bairro Boa Vista, já estão concluídos. No bloco 8, metade das 16 estacas previstas foi executada. No bairro Adhemar Garcia, 29 das 32 estacas do bloco 10 já foram cravadas.
Na quarta-feira (5), a Destaca Engenharia informou que suspendeu os trabalhos por não receber cerca de R$ 12 milhões por serviços executados. A empresa afirmou que o valor é devido pela Álya Construtora e que a falta de pagamento inviabilizou a continuidade das atividades. A construtora atribuiu a situação a um desacordo comercial com a fornecedora e informou que busca uma empresa para substituí-la.



