Prefeito Adriano lamenta morte de extremista da direita americana
Charles Kirk era a favor das armas e de mortes por elas para garantir a Segunda Emenda, acreditava que o negro foi criado por Deus para ser servil, que as mulheres devem ser submissas aos homens, era contra o movimento LGBT e a favor das tarifas americanas contra o Brasil. .
O ativista americano de extrema direita Charles Kirk foi morto nesta quarta-feira, 10, alvejado por um tiro de fuzil durante uma palestra realizada no campus da Utah Valley University, na cidade de Orem, EUA.
Kirk foi criador da organização Turning Point U.S., onde realizava eventos e debates em universidades americanas com o intuito de defender valores conservadores para jovens.
O ativista era considerado um dos principais nomes da direita americana e mundial, com forte apelo entre jovens e papel fundamental na eleição de Donald Trump, considerando o número de votos angariados junto a seus seguidores.
O prefeito Adriano Silva, junto a outras personalidades políticas do país, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, lamentou a morte de Charles Kirk em suas redes sociais. Adriano afirmou em sua postagem que a violência jamais deve ser resposta para diferenças de opinião, mesmo que Kirk acreditasse o contrário.
“Acho que vale a pena arcar com o custo de, infelizmente, algumas mortes por armas todos os anos, para que possamos ter a Segunda Emenda protegendo nossos outros direitos dados por Deus”, afirmou Kirk em evento realizado em 2023, após um massacre escolar.
Ao mesmo tempo em que era visto como referência conservadora, também acumulava polêmicas. Kirk defendia o movimento pró-armas, foi contra a vacina durante a pandemia, fez declarações racistas, afirmou que George Floyd mereceu morrer e proferiu falas xenófobas, misóginas e homofóbicas.
Para o ativista, George Floyd, afro-americano assassinado pela polícia de Minneapolis em 25 de maio de 2020, era um canalha, e o caso de sua morte era indigno de atenção. Kirk também criticou a Lei dos Direitos Civis de 1964, que proibiu a segregação e a discriminação racial nos EUA, afirmando que os negros eram amaldiçoados por Deus para serem “pessoas servis” e condenados à “escravidão perpétua”.
O ativista conservador criticava movimentos feministas e chegou a declarar que toda mulher deveria renunciar à educação e à carreira profissional para ter uma vida de dona de casa submissa.
Charles Kirk tinha acesso direto às decisões de Donald Trump e chegou a declarar, tanto ao presidente quanto em suas redes sociais, que deveriam ser adotadas medidas mais extremas contra o Brasil, como taxações e sanções a autoridades brasileiras, devido ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Trump e autoridades brasileiras estão atribuindo a morte de Charles Kirk à esquerda americana, mesmo sem que o autor do disparo tenha sido identificado. O FBI liberou a imagem do suposto atirador e continua com as investigações.
Charles Kirk deixa a esposa e dois filhos.

Fagner Ramos
Formado em Jornalismo pelo Ielusc (2025). Vencedor do Prêmio Celesc de Jornalismo (2025).










