Políticos joinvilenses perdem a vergonha e bom senso e mais!
Tudo o que você ainda não sabe sobre a manifestação bolsonarista de domingo, sobre a prisão de Bolsonaro e outros bastidores! .
Não temos tempo nem pra respirar! É bomba em cima de bomba e a política nacional não dá trégua. Tem semana que dá vontade de escrever duas colunas só pra dar conta do recado. A desta semana vem quente, com manifestações, prisões com cara de passeio, alianças improváveis e discursos que só servem pra nos lembrar do quanto estamos à mercê da conveniência política. Segue o fio:
Ato Bolsonarista de 03 de Agosto: mobilização no piloto automático
No domingo, 03 de agosto, os bolsonaristas voltaram às ruas em mais um ato de apoio ao ex-presidente. Com pautas recicladas — defesa da liberdade, críticas ao STF, pedidos de anistia —, o movimento mostrou que, embora menor, a militância continua ativa. Mas o destaque do evento foi a ligação feita ao próprio Jair Bolsonaro, que falou ao vivo com os manifestantes, mesmo estando sob medida cautelar.
O telefonema foi realizado por dois parlamentares: o deputado Nikolas Ferreira e o senador Flávio Bolsonaro, que colocaram o ex-presidente para discursar ao público, escancarando o descumprimento das ordens judiciais.
ll
⛓ Prisão Domiciliar: só porque desafiou Alexandre de Moraes
A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foi determinada por uma única razão: ele descumpriu medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Entre as restrições, estava justamente a proibição de manter contato com outros investigados e de participar, direta ou indiretamente, de manifestações políticas.
Mesmo assim, segue falando com aliados, aparecendo em atos e agora, até discursando por telefone em público. Tudo isso com a conivência — ou omissão — de quem deveria estar fiscalizando. O recado é claro: para certos personagens da República, a lei parece opcional.
ll
🔁 Rodrigo Coelho entra no MDB: mudança estratégica ou plano de sobrevivência?
O ex-deputado federal Rodrigo Coelho agora é do MDB. Depois de passar por partidos como PDT, PSB e Podemos, o joinvilense aposta na sigla de Luiz Henrique da Silveira e de seu pai o ex deputado estadual Coelho Neto. O MDB, que tenta se revitalizar, pode estar dando um passo ousado ao incorporar um nome que nunca foi de “grupo”. A dúvida agora é: qual o projeto de Rodrigo dentro do partido? Disputar a prefeitura? Uma vaga na Câmara em 2026? Ou apenas garantir espaço no jogo político?
No MDB, espaço sempre teve dono — e a chegada de Coelho pode gerar ruído interno
🚩 Joinville e a passeata do tarifaço: um teatro de conveniência
E por falar em alianças improváveis, Joinville também teve seu momento tragicômico nesta semana. Em uma manifestação pró-tarifaço e em defesa do ataque de Trump ao Brasil, vimos uma cena difícil de digerir: vereadores da oposição bolsonarista (PL) de mãos dadas com o prefeito do partido NOVO — que mais parece um puxadinho do próprio PL — e seus aliados na Câmara.
O que se ouviu foram discursos bizarros, recheados de delírios ideológicos e falta de conexão com a realidade. Mas o discurso mais constrangedor veio do próprio alcaide municipal, que conseguiu misturar ideologia, desinformação e confusão mental em uma fala sem pé nem cabeça. Difícil saber se era um ato político ou um ensaio para algum tipo de stand-up político-religioso.
Uma coisa, porém, precisa ser dita — e reafirmada:
Se estivéssemos em uma ditadura, como alguns gritam aos quatro ventos, essa manifestação jamais teria ocorrido.
O Brasil tem seus problemas, mas também tem:
– Partidos políticos legalizados e em pleno funcionamento,
– Poderes constituídos e independentes,
– Liberdade de expressão garantida,
– E um Estado laico que respeita a diversidade do seu povo.
Pedir intervenção militar em nome da liberdade é como pedir uma jaula em nome da liberdade do leão. A incoerência está solta pelo Brasil — e em Joinville, ela desfilou de mãos dadas.
Ll
🔥 Pressão em Ivete Silveira: e se Lula indicar o próximo ministro?
A senadora Ivete Silveira (MDB) vem sendo pressionada por bolsonaristas a assinar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, mas poucos estão fazendo as contas completas. Se Moraes cair, quem nomeia o próximo ministro é Luiz Inácio Lula da Silva. Ou seja, a cruzada contra Moraes pode abrir espaço para mais um nome alinhado ao governo na Suprema Corte.
É o típico caso de atirar no inimigo e acertar o próprio pé. Estamos de olho nessa matemática política que muitos preferem ignorar.
Nos bastidores ou nas ruas, a política brasileira não dá descanso. Mas a gente segue firme, porque enquanto eles tramam, nós observamos.
Até a próxima!












