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PF investiga desvio de R$ 365 milhões de fundo previdenciário da Celesc

Operação denominada Sem Lastro teve como alvo um ex-diretor financeiro da fundação, que possuía cerca de 36 imóveis em nome de familiares, adquiridos durante os investimentos fraudulentos.

Atualizado em 09/04/2026 às 17:04, por Fagner Ramos.

Agentes da PF durante mandado de busca e apreensão em casa do suspeito

Agentes da PF durante mandado de busca e apreensão em casa do suspeito - Foto: PF

A Polícia Federal (PF) realizou, no dia 8, uma operação que apura um desvio de cerca de R$ 365 milhões dos fundos de previdência dos funcionários da Celesc, administrados pela Fundação Celesc de Seguridade Social (Celos).

A operação denominada Sem Lastro tem como alvo, neste primeiro momento, um ex-diretor financeiro da entidade, que não teve o nome divulgado.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em dois endereços relacionados aos suspeitos, em Florianópolis. A ação também realizou o sequestro de mais de 30 imóveis e bloqueou valores que podem chegar ao montante desviado.

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Segundo investigação da PF, o fundo de investimento aplicava recursos em ativos que causavam prejuízos, ou seja, parte do dinheiro da Celos era destinada a investimentos de alto risco, sem lastro econômico e caracterizados como irrecuperáveis.

Para evitar o rastreamento dos valores desviados, empresas ligadas aos fundos e papéis movimentavam os valores, de forma oculta, até retornarem para quem fez a aplicação.

Durante a investigação, a polícia identificou um aumento patrimonial do responsável pelas aplicações, incompatível com a sua renda. Ao menos 36 imóveis foram adquiridos por empresas que estão em nome de familiares do investigado, todos adquiridos durante os investimentos fraudulentos.

A Celos emitiu uma nota à imprensa informando que a operação tem como foco investigações relacionadas a decisões de gestão ocorridas entre os anos de 2004 e 2011, envolvendo ex-gestores da fundação.

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Segundo a fundação, nenhum membro da atual Diretoria Executiva, do Conselho Deliberativo ou do Conselho Fiscal da Celos é objeto das investigações. Da mesma forma, nenhum endereço de operação da fundação foi alvo de qualquer medida policial.

A empresa ainda sinalizou que vem colaborando com as investigações ao longo dos anos com as autoridades competentes, incluindo a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e a própria Polícia Federal, sempre que foi chamada a prestar informações relacionadas a esse período.

A Celesc funciona como sociedade de economia mista, ou seja, controlada pelo governo de Santa Catarina e capital privado. A Celos é uma fundação sem fins lucrativos de previdência complementar fechada, criada em 1973 para atender, principalmente, empregados da Celesc.

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Além da previdência, atua também como operadora de plano de saúde na modalidade autogestão, oferecendo cobertura médica e odontológica aos participantes. Estima-se que a fundação tenha mais de 23 mil beneficiários, com patrimônio administrado de aproximadamente R$ 4,5 bilhões.

Veja a nota da Celos

A Fundação Celesc de Seguridade Social – Celos tomou conhecimento, por meio da imprensa, da deflagração da Operação Sem Lastro, conduzida pela Polícia Federal nesta data.

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Com base nas informações disponíveis até o momento, a operação tem como foco investigações relacionadas a decisões de gestão ocorridas entre os anos de 2004 e 2011, envolvendo ex-gestores da Fundação. Nenhum membro da atual Diretoria Executiva, do Conselho Deliberativo ou do Conselho Fiscal da Celos é objeto das investigações. Da mesma forma, nenhum endereço de operação da Fundação foi alvo de qualquer medida policial.

A Celos esclarece ainda que, ao longo dos anos, colaborou integralmente com as autoridades competentes — incluindo a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e a própria Polícia Federal — sempre que foi chamada a prestar informações relacionadas a esse período. Essa postura de transparência e cooperação institucional reflete o compromisso da Fundação com a legalidade e com a proteção dos interesses de seus participantes e assistidos.

É importante destacar que as investigações dizem respeito a operações realizadas há mais de 15 anos, não guardando qualquer relação com a carteira de investimentos atualmente administrada pela Celos. Os ativos que compõem os portfólios dos planos previdenciários e de saúde são periodicamente avaliados e acompanhados pelos órgãos de governança da Fundação, em conformidade com a regulamentação vigente.

A atual gestão reafirma seu compromisso com a governança responsável, a conformidade regulatória e a solidez dos planos administrados pela Celos. Seguiremos acompanhando os desdobramentos das investigações e manteremos nossos participantes informados sobre quaisquer fatos relevantes que possam surgir.

A Celos permanece à disposição de seus participantes e assistidos pelos canais oficiais de atendimento.

Fundação Celesc de Seguridade Social – Celos
Florianópolis, 08 de abril de 2026


Fagner Ramos

Formado em Jornalismo pelo Ielusc (2025). Vencedor do Prêmio Celesc de Jornalismo (2025).