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Partido dos Trabalhadores de Joinville escolhe nova direção neste domingo

Cerca de 3,5 mil filiados da cidade vão decidir pelo voto quem irá liderar o maior partido de esquerda local. .

Partido dos Trabalhadores de Joinville escolhe nova direção neste domingo

O mais antigo e maior partido de esquerda de Joinville – o Partido dos Trabalhadores – está em processo de eleição interna. E as eleições vão ocorrer neste domingo, na Recreativa do Sindicato dos Metalúrgicos, das 9h às 17h. Cerca de 3,5 mil filiados da cidade vão decidir quem irá liderar a legenda para os próximos quatro anos. Atualmente o PT conta com um mandato eletivo, o da vereadora Vanessa da Rosa.

Estão no páreo duas lideranças conhecidas e atuantes e o Chuville Notícias conversou com cada um, mostrando o que pensam sobre a conjuntura atual. Utilizamos as mesmas perguntas para os candidatos, de forma que suas ideias possam ser apresentadas de forma igualitária.

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Foto: Arquivo pessoal

Antônia Grigol

Com formação e atuação na área de enfermagem, Antônia é a atual presidente do diretório do PT em Joinville, concorrendo então à reeleição . Ela já foi Secretária de Saúde na gestão do ex-prefeito Carlito Merss (2009-2012) e tem como principal bandeira o “rejuvenescimento” do partido na cidade.

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Chuville Notícias: O que te motiva a presidir o Partido dos Trabalhadores em Joinville?

Antônia Grigol: Nos últimos anos muitas pessoas se afastaram dos partidos políticos, principalmente com a demonização pregada pela mídia corporativa. No PT nosso maior capital é a aguerrida militância eu quero voltar a encantar essa militância, quero estar junto com as pessoas, principalmente com a nova classe trabalhadora que vive em condições precarizadas.

CN: Na sua opinião, o que falta para fortalecer o vínculo partidário e a participação política da sociedade joinvilense?

AG: Eu acredito que com a aproximação do partido a essa nova classe trabalhadora é possível fortalecer o vínculo.

CN: Como você enxerga o Partido dos Trabalhadores hoje?

AG: O Partido dos Trabalhadores é o maior partido da América Latina e como eu disse anteriormente, a militância é o nosso maior patrimônio, essa militância precisa ser potencializada, precisa de formação, precisa compreender que a luta de classes é real e eu entendo que a nova direção do partido em Joinville precisa ser esta ponte.

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CN: E como você enxerga o Partido dos Trabalhadores com você na presidência?

AG: Eu sou uma pessoa otimista por natureza, acredito demais no potencial das pessoas e acredito que junto à base de militantes e sociedade, possamos construir um partido representativo.

É necessário derrotar a extrema-direita, derrotar o negacionismo, derrotar as mentiras publicadas todos os dias. Então é necessário um partido combativo.

CN: Joinville já foi uma cidade operária, hoje tem economia diversificada, mas ainda carrega em seu DNA a migração. Como o Partido dos Trabalhadores, na sua eventual presidência, pretende conversar com esse público?

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AG: Primeiro o acolhimento, porque eu também sou migrante e lembro quando cheguei aqui, foi muito difícil a integração na cidade, e quem me acolheu foram os companheiros e as companheiras que estavam na direção do partido na época.

Eu acredito que o acolhimento é importante, mas também juntos devemos fortalecer a luta contra a jornada 6×1, porque não é possível um trabalhador ficar seis dias no trabalho e um dia em casa, é desumano, principalmente para as mulheres que têm filhos, elas não conseguem acompanhar o crescimento dos seus filhos.

Outro ponto que eu acho fundamental é melhorar a renda dessa classe trabalhadora. A proposta do governo federal de que pessoas que ganham até R$ 5 mil não paguem Imposto de Renda é muito importante para esses trabalhadores que vem pra cá.

CN: Como é representar um partido de esquerda em uma cidade e em uma região que se intitula de direita e conservadora? Quais os desafios?

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AG: Na última eleição o Lula obteve cerca de 80 mil votos na cidade, o que significa que tem 80 mil pessoas que podem ser abordadas e que estão dispostas a dialogar. Isso é um grande contingente, este é um grande desafio. As pessoas acreditam no Lula, que defende que o Estado deve priorizar os pobres, que o Estado deve priorizar quem mais precisa. Então é possível dialogar com essas pessoas.

CN: O Partido dos Trabalhadores nasceu nos anos 80, dentro das fábricas, dos movimentos comunitários e da igreja católica. Você acha que é possível resgatar essa origem e identificação nos dias de hoje?

AG: Eu acredito que seja possível dialogar com pessoas da Igreja Católica, assim como pessoas e outras denominações religiosas. Assim como pessoas que fazem parte dos Conselhos de Saúde, Conselho Tutelar, Associações de Moradores e outras organizações presentes em nossa cidade.

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CN: Como o Partido dos Trabalhadores enxerga as eleições do ano que vem? Além do atual presidente Lula, o partido trabalha com novos nomes que possam gerar identificação?

AG: Nós temos lideranças em todos os estados brasileiros e vamos continuar formando lideranças.

Em Joinville nós vamos nos preparar para recuperar os espaços políticos em nível estadual e nacional, espaços que já ocupamos com fortes mandatos como do Dentinho e Assis, Deputados Estaduais e Carlito Federal. Vamos para as eleições do ano que vem unificados sob o comando político da direção municipal juntamente com os filiados.

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Foto: Arquivo pessoal

Waldir Schaefer

Waldir já foi dirigente do PT em Joinville e em Santa Catarina. Já foi também dirigente sindical, trabalhou com diversos políticos, como o ex-deputado Francisco de Assis e o atual deputado estadual Pedro Uczai. Chegou a administrar a rodoviária da cidade entre 2011 e 2013. É casado, tem quatro filhas e seis netos.

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Chuville Notícias: O que te motiva a presidir o Partido dos Trabalhadores em Joinville?

Waldir Schaefer: O que me motiva é fazer o debate dos grandes temas em Joinville.

CN: Na sua opinião, o que falta para fortalecer o vínculo partidário e a participação política da sociedade joinvilense?

WS: O que falta é fortalecer a estrutura partidária e retomar o diálogo com a sociedade, ampliando nossa participação no cotidiano das lutas populares.

CN: Como você enxerga o Partido dos Trabalhadores hoje?

WS: O PT é o maior partido de esquerda do Brasil e da América latina. Possui uma base social expressiva, evidenciada pelas eleições de 2022. Porém com uma estrutura partidária fragilizada.

CN: E como você enxerga o Partido dos Trabalhadores com você na presidência?

WS: Vejo um partido mais forte, unificado e com dirigentes comprometidos. Queremos um partido sintonizado com a base e as lutas sociais de Joinville.

CN: Joinville já foi uma cidade operária, hoje tem economia diversificada, mas ainda carrega em seu DNA a migração. Como o Partido dos Trabalhadores, na sua eventual presidência, pretende conversar com esse público?

WS: Hoje vivemos uma realidade diferente dos anos noventa. Temos uma migração intensa, fazendo com que estejamos preparados para enfrentar essa nova realidade. Precisamos encontrar uma fórmula de diálogo e encontrar alternativas para esse novo momento.

CN: Como é representar um partido de esquerda em uma cidade e em uma região que se intitula de direita e conservadora? Quais os desafios?

WS: Já tivemos grandes vitórias em Joinville. Em 2002 elegemos dois deputados estaduais e um federal. Fizemos naquelas eleições votações expressivas para governo do estado e o maior percentual do Brasil para o presidente Lula. Não vejo a cidade tão conservadora. O que precisamos fazer é uma autoavaliação do partido e da conjuntura política, tratando as estratégias necessárias.

CN: O Partido dos Trabalhadores nasceu nos anos 80, dentro das fábricas, dos movimentos comunitários e da igreja católica. Você acha que é possível resgatar essa origem e identificação nos dias de hoje?

WS: Assim como a água de um rio não passa duas vezes debaixo da mesma ponte, é impossível utilizar o mesmo método para os dias de hoje. Para isso, precisamos nos fortalecer com novos métodos e mecanismos atuais, como redes sociais e Inteligência Artificial.

CN: Como o Partido dos Trabalhadores enxerga as eleições do ano que vem? Além do atual presidente Lula, o partido trabalha com novos nomes que possam gerar identificação?

WS: Temos dois nomes para a disputa de 2026, o presidente Lula e o Sr. Luis Inácio Lula da Silva, como nosso candidato em 2026. Nossa prioridade é eleger Lula pela quarta vez.

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