Paralisação dos caminhoneiros não deve atingir SC, garante SCPetro
Movimento começou logo cedo, nesta segunda-feira (13), na região portuária de Santos (SP), mas não respingou ainda em território catrarinense.
Uma nova mobilização de caminhoneiros autônomos teve início nesta segunda-feira (13) em diferentes pontos do país. O movimento nacional é liderado por entidades como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e busca pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) do Piso do Frete, que corre o risco de perder a validade caso não seja pautada até o dia 16 de julho.
Apesar do alerta nacional e das memórias de paralisações anteriores, o cenário para o consumidor em Santa Catarina é de normalidade, ao menos por enquanto. O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Santa Catarina (SCPETRO) emitiu um comunicado oficial, na manhã de hoje, informando que está monitorando de perto os desdobramentos e tranquilizou a população: não há qualquer risco imediato de desabastecimento no estado.
Foco nos portos e sem impacto nas bombas
De acordo com o SCPETRO, o movimento de paralisação tem se concentrado prioritariamente no Porto de Santos (SP) — o maior complexo portuário da América Latina —, embora existam possíveis reflexos em outros terminais portuários do país. Como a mobilização envolve majoritariamente caminhoneiros autônomos que atuam nessas cadeias logísticas específicas, o fluxo interno de distribuição regional segue preservado.
Informamos que, por ora, as manifestações e paralisações não trarão impactos no abastecimento e fornecimento de combustíveis aos postos revendedores. Não há motivo para que a população corra para os postos ou que armazene combustíveis
A recomendação das autoridades e do sindicato é para que os motoristas mantenham suas rotinas normais de abastecimento. Corridas desnecessárias aos postos de combustíveis, motivadas por boatos em redes sociais, são o que verdadeiramente costuma gerar gargalos artificiais e picos de demanda que os postos locais não conseguem absorver de imediato.
O motivo da discórdia: A MP do Frete
O motivo central que levou os caminhoneiros a cruzarem os braços é político. A categoria cobra do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), a votação urgente da Medida Provisória que cria penalidades e fiscalizações rigorosas contra empresas que descumprem o piso mínimo do frete rodoviário.
Aprovada pela Câmara dos Deputados em junho, a medida é vista pela categoria como essencial para conter a concorrência desleal e garantir a rentabilidade do setor, fortemente pressionado pela alta dos combustíveis. Como o recesso parlamentar se aproxima (previsto para começar no dia 18 de julho), os caminhoneiros decidiram adotar a estratégia de paralisação temporária nos portos como um termômetro de pressão.
Monitoramento contínuo em SC
Enquanto as negociações em Brasília e as mobilizações na Baixada Santista avançam, Santa Catarina permanece com a retaguarda protegida. O SCPETRO reforçou que mantém um comitê atento aos principais pontos logísticos do país e acompanha os desfechos das negociações de perto.
A entidade patronal comprometeu-se a manter os revendedores de combustíveis, a categoria e a imprensa prontamente informados caso ocorra qualquer alteração no cenário de logística que possa, eventualmente, respingar na infraestrutura do estado. Por enquanto, as estradas e os tanques dos postos catarinenses seguem operando dentro da normalidade.




