Paciente de Joinville é o primeiro do Norte de SC a receber polilaminina para lesão medular
Substância em fase de estudos foi aplicada no Hospital São José após autorização da Anvisa por meio do Programa de Uso Compassivo.
Um paciente de 21 anos do Hospital São José, em Joinville, tornou-se o primeiro do Norte de Santa Catarina a receber a aplicação de polilaminina, substância em fase de estudos para o tratamento de lesões medulares. O procedimento foi realizado na quinta-feira (23), após autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por meio do Programa de Uso Compassivo.
O jovem sofreu um acidente de motocicleta no último domingo (19) e foi levado ao hospital com uma lesão medular aguda completa, que causou paraplegia, com perda dos movimentos e da sensibilidade nas pernas e em parte do tronco.
Segundo a equipe médica, a família entrou em contato com o laboratório responsável pela produção da polilaminina após sugestão de uma médica do hospital. Depois da análise da documentação e da confirmação de que o paciente atendia aos critérios do programa, o pedido foi aprovado pelo laboratório e pela Anvisa.
Procedimento envolveu equipe multidisciplinar
A aplicação foi realizada por uma equipe formada por profissionais do Hospital São José, um neurocirurgião de Foz do Iguaçu e um médico pesquisador ligado ao estudo desenvolvido no Rio de Janeiro.
Antes do procedimento, o paciente já havia passado por uma cirurgia para estabilizar a fratura na coluna. Ele permanece internado em estado estável e segue em acompanhamento com ortopedistas e fisioterapeutas. Apesar de não integrar o estudo clínico, sua evolução também será acompanhada pelos pesquisadores.
O que é a polilaminina?
A polilaminina é uma substância produzida a partir da laminina, proteína presente naturalmente no organismo. Pesquisas indicam que ela pode favorecer a reconexão de neurônios na medula espinhal, ajudando na recuperação parcial ou total dos movimentos após lesões medulares.
Por ainda estar em fase de estudos, a polilaminina não está disponível para venda nem faz parte dos tratamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O acesso ocorre apenas em casos específicos, mediante critérios técnicos e autorização da Anvisa por meio do Programa de Uso Compassivo.



