/apidata/imgcache/9e130e6ab8876a5bf82f4e80a23fa289.png?banner=top&when=1775897220&who=6

Os vereadores de Joinville perderam a voz?

Projeto para aumento de salário foi aprovado sem uso da palavra no plenário. E desde então – parlamentares permanecem em silêncio .

Atualizado em 18/11/2023 às 01:11, por Redação - Portal Chuville.

Foto: Mauro Schlieck/CVJ

Por Leandro Ferreira | Editor da Newsletter Guará Jornalismo e colunista político aqui no Chuville!

Os vereadores de Joinville estão sumidos. Lembrei até daquele verso da música sertaneja – “visualizou, mas não quis responder”. Parece mesmo que eles estão envergonhados pelo projeto aprovado nesta semana – com elevação de 34% no salário dos parlamentares a partir de 2025.

O projeto foi assinado por 14 dos 19 vereadores – em uma articulação coordenada pela mesa diretora – que tem na presidência o vereador Diego Machado (PSDB). Os 14 vereadores colocaram o nome à prova – em um projeto que certamente seria alvo de críticas da opinião pública. Precisamos lembrar – nesta mesma cidade os servidores tiveram 4% de aumento em 2023. Os vereadores querem 34%.

/apidata/imgcache/819124af22c5c44ac7de2ee81050c0b0.webp?banner=postmiddle&when=1775897220&who=6

Mas a mesma ousadia que tiveram para assinar o projeto – não se evidenciou no dia seguinte. Eles silenciaram, não defenderam o projeto. Apenas Lucas Souza (PDT) argumentou na Comissão de Constituição e Justiça que esta era uma atribuição dos vereadores – fixar o valor do salário dos parlamentares.

Mas isso é muito pouco. Ninguém mais falou nada, nenhum dos 14 autores defendeu o projeto. E o que é mais impressionante – no momento em que foi ao plenário, em que foi aberta a discussão – o silêncio imperou.

/apidata/imgcache/cf616873d0ae54938470ff675a480249.webp?banner=postmiddle&when=1775897220&who=6

E aqui um detalhe – a crítica se impõe também sobre os vereadores que votaram contra o projeto: Alisson (Novo), Neto (Novo), Érico (Novo) e Cleiton Profeta (PL). Se dependesse somente deles, o aumento não ocorreria – mas os mesmos não se pronunciaram, não fizeram uso da palavra para criticar. Nas comissões, por exemplo, Alisson e Neto poderiam pedir “vistas” – mas ao invés disso, deixaram com que os projetos avançassem em tempo recorde.

A estratégia de aprovar o projeto na véspera do feriado teve objetivo evidente – diminuir a repercussão. Os parlamentares sabiam que teriam quase uma semana de distância para próxima sessão. Seguiram à risca a tática – e permanecem em silêncio desde então. Mas a segunda-feira é logo ali.


Redação

Direto da redação