OPINIÃO: Somos os Bobos da Corte da Plutocracia!
Por Carlos Castro - Jornalista da coluna “Estamos de Olho” (Portal Chuville) e candidato a deputado estadual.
A democracia brasileira não passa de uma viúva alegre, maquiada e perfumada para disfarçar o cheiro de mofo da própria podridão. Falamos em voto com a solenidade de quem assiste a uma missa, mas a eleição no Brasil é uma comédia pastelão, um teatro mofado onde a tal “renovação” é uma lenda urbana, uma alucinação coletiva. Sem renovação, meus amigos, a democracia é apenas um defunto insepulto.
Na real, o Sistema, essa Matrix maldita, corrompeu a democracia e a transformou numa PLUTOCRACIA, modelo de governo dos ricos, onde somente os endinheirados são eleitos, disfarçados de serem democratas para enganar a patuleia. A partir dessas eleições, a Câmara dos Deputados e as Assembleias Legislativas serão praticamente instituições estamentais, onde não haverá mais renovação e mobilidade social.
Prestem atenção aos números dessa canalhice aritmética! Um deputado federal ostenta R$ 46 mil reais de salário por mês; o estadual, R$ 35 mil reais. Verbas de gabinete deste é R$ 165 mil reais, do outro é R$ 148 mil reais! Emendas parlamentares chegam a R$ 80 milhões por ano aos federais e R$ 20 milhões aos estaduais! E para coroar o escárnio e abençoar a farsa com água benta de nota de cem, os partidos despejam de R$ 2 a R$ 3 milhões do Fundo Eleitoral aos que tem mandato de federal e de R$ 300 a R$ 500 mil aos deputados estaduais. É IMPOSSIVEL não se reeleger.
Isso não é democracia; é uma ditadura plutocrática, abjeta e descarada! É o império dos endinheirados, que governam de barriga cheia para a elite da província, enquanto ao povo restam as migalhas do banquete — e olhe lá, se não reclamarem do barulho dos talheres!
Aí surge o ingênuo. O mero mortal, imbuído de uma fé patética e de um sonho juvenil, resolve lançar seu nome para contribuir com a “transformação da realidade". Coitado. A realidade vem no extrato bancário: vinte a quarenta mil reais para a campanha. Há outros que ficaram sem nada. É a bofetada do sistema na cara do sonhador.
A maioria esmagadora da nossa classe política padece de uma fome desvairada, uma vergonhosa bulimia de poder e dinheiro. Estão absolutamente cegos e surdos para a sua missão social. Nesse circo de horrores, os novos candidatos são apenas bonecos de ventríloquo, figurantes miseráveis contratados para dar ar de legitimidade ao golpe. Somos os bobos da corte na plateia de idiotas alimentando a ilusão de escolha enquanto perpetuamos os mesmos carrascos no poder. A farsa está dada. E nós, imbecis, continuamos pagando o ingresso.






