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OPINIÃO: PT vai cometer um erro?

Por Fabio Marcelo da Silva, formado em Jornalismo, com pós-graduação em Gestão Pública e servidor público municipal há 25 anos.

Atualizado em 26/01/2026 às 21:01, por Redação.

Esta imagem é uma fotografia de um ambiente de votação no Brasil. Em primeiro plano, sobre uma mesa branca, está uma urna eletrônica oficial brasileira. O aparelho é branco com um teclado numérico e botões coloridos abaixo da tela, rotulados como

Imagem gerada por IA

Dando os devidos créditos, o Jornalista Luiz Veríssimo na sua coluna de hoje do SC em Pauta afirma que o PT de Joinville pretende lançar três candidaturas para concorrer à Assembléia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), se fizer isso estará cometendo um erro histórico.

E aqui não vai qualquer questionamento sobre a legitimidade ou a importância histórica dos três nomes apontados como pré-candidatos. O que se discute aqui não é legitimidade ou história partidária dos nomes, mas sim uma das mais consolidadas ciências da humanidade, a matemática.

A vereadora Vanessa da Rosa, a ex-vereadora Ana Lucia Martins e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos Rodolfo de Ramos são nomes históricos do PT de Joinville e todos têm condições de representarem o partido na Alesc como deputados estaduais. O problema é a quantidade de votos necessários para a conquista de uma vaga.

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Em 2022, das 40 vagas para deputado estadual, apenas 4 foram eleitos com menos de 26.000 votos (Marcos Rosa 25.845, Estener Sorato 25.622, Lucas Neves 23.053 e Matheus Cadorin 12.390). Sem contar votações de Lula para presidente (2022), Décio Lima para governador (2022) e Carlito Merss para prefeito (2024), o PT nas suas chapas proporcionais em Joinville tanto em 2022 quanto em 2024 não atingiu 30.000 votos. Isso demonstra claramente que o PT hoje em Joinville fica numa margem entre 5% a 7% dos votos (dependendo da abstenção).

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As entidades de classe da cidade (ACIJ, Ajorpeme, CDL, Acomac) recomendam que os partidos não lancem várias candidaturas para que Joinville possa aumentar sua representatividade que hoje se resume a 4 deputados estaduais. Se estas entidades recomendam para os partidos de centro e direita, que possuem muito mais eleitorado que não pulverizem candidaturas, por óbvio tal recomendação serve em dobro para o PT de Joinville.

Esta é uma eleição importantíssima, estará em jogo a manutenção do projeto nacional para impedir a volta da extrema direita ao poder, mas também prepara a eleição de 2028, espaço onde o PT de Joinville precisa avançar.

O PT de Joinville não pode cometer esse erro, 3 candidaturas para a Alesc é assinar atestado de incompetência, é deixar uma pequena possibilidade do campo progressista fazer uma vaga na Alesc e voltar a ter dois mandatos na cidade escapar.

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Ainda tem tempo do PT de Joinville rever seu planejamento, hoje não há outra alternativa, é uma candidatura para a deputado estadual e outra a deputado federal, com todo o partido mobilizado. Uma eleição à Alesc e com um mandato na Câmara de Vereadores, recoloca o PT de Joinville no jogo para a eleição de 2028.

Enfatizo, não se trata de legitimidade que todos os nomes colocados tem, se trata de lógica, de mobilizar a militância para um projeto real, com chance de ter êxito. É a hora do PT de Joinville mostrar que não é um partido de cúpula ou pautado em interesses pessoais, um partido que vai aglutinar em vez de dividir, é possível?


Redação

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