OPINIÃO: O bolsonarismo vetou um bom messias para salvar um messias do mal e mais 200 mil criminosos!
O lado obscuro da suposta vitória da derrubada do veto à dosimetria, por Carlos Castro, jornalista.
Foto: Divulgação
Se engana quem afirma que o Congresso Nacional derrotou Lula ao impedir a ascensão de Jorge Messias como ministro do STF. Não. Os derrotados desse embuste foram a decência, a moral, a coisa certa num país que deveria respeitar a democracia. O papel dos parlamentares da Câmara e do Senado não é jogar truco com o presidente da República para medir queda de braço. Nesse caso, era sabatinar Messias para conferir se ele tinha ou não, notório saber jurídico. Para alguém que foi o Advogado Geral da União é impossível não ter essa premissa.
Infelizmente o país é vítima de um mal que corroeu a unidade do tecido social e o respeito a quem pensa diferente. É o vale-tudo para manter a posição antipetista. Vale assassinar a coerência, reputações e se transmutar para o avesso do metaverso do universo paralelo com toda a dissonância cognitiva, que é peculiar nos delírios ideológicos da terra plana. A Matrix conseguiu a façanha de dividir o país ao meio para impor posições trevosas numa espécie de lavagem cerebral ou hipnose social.
É assustador ter dificuldade para explicar aos trabalhadores que é melhor trabalhar 5X2 do que 6X1, ou aos motoboys e motoristas de aplicativo que ter uma legislação de direitos pode lhe garantir guarida se ficarem doentes ou sofrerem algum acidente. Que ao invés de odiar quem pensa diferente, é melhor respeitar. Que enquanto se engalfinham em brigas políticas, os poderosos vivem vidas nababescas e galhofam dos idiotas uteis. A Matrix conseguiu que o poste faça pipi no cachorro. Essa mentalidade alienada e embolhada pelas big techs é o mal que está devorando e esgaçando as relações sociais contemporâneas.
O ESCÁRNIO é tão sem noção, que vemos o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), pré-candidato a vice de Jorginho Mello (PL) na disputa ao governo do estado, comemorando o veto do Congresso Nacional ao nome do bom Messias e a derrubada do veto da dosimetria para garantir liberdade ao Messias golpista.
O que ele não falou no vídeo é que a lei comemorada vai reduzir a pena de mais de 200 mil condenados por estupro, feminicídio, homicídio, estelionato, além dos líderes e todos os presos do PCC e Comando Vermelho. Mas o Lula e o PT foram derrotados e o bolsonarismo defende a segurança pública. Não, cara pálida, o derrotado foi o PAÍS e o bolsonarismo é o simulacro da hipocrisia para enganar os ignorantes e alienados.
Pior foi saber que o fulcro do acordo para derrubar Messias do STF e o veto da dosimetria, foi a extinção da CPI do Banco Master, que tem requerimento com 181 assinaturas. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, envolvido no escândalo junto com o “bonde do tigrinho” do Centrão como Ciro Nogueira, Antônio Rueda, Claudio Castro, Tarcisio de Freitas, Nikolas Ferreira, Ibaneis Rocha, família Bolsonaro, entre outros, acertou o conluio com o bolsonarismo para o engavetamento da CPI.
Karl Marx dizia que a história se repete primeiro como tragédia e depois como Farsa. A tentativa de golpe contra JK foi desmontada pelo Marechal Lott, uma espécie de Xandão dos anos 50. Porém, o golpe foi concluído de forma trágica em 1964 com uma Ditadura Militar de 21 anos e o assassinato de 434 cidadãos brasileiros.
A eventual eleição de Flavio “rachadinha” Bolsonaro, vai jogar o país na incerteza e no imponderável com um golpe brancaleônico farsante, impulsionado pelo estrago mental que as big techs provocam. O nível intelectual é tão pobre que sequer a Faria Lima e o agronegócio conseguem dar sustentação a essa sandice, mas a ameaça de sua eleição persiste se o povo brasileiro não despertar da hipnose para se libertar da Matrix.

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