OPINIÃO: Governador Claudio Castro do PL – o vampiro político e a chacina eleitoral!
Artigo de Jane Becker, professora, servidora pública e ex-presidenta do SINSEJ. .
As favelas do Complexo do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, foram alvos de uma chacina com objetivo eleitoral, patrocinada pelo governador vampiro do PL, Claudio Castro. Este artigo se propõe a fazer uma análise das motivações e dos resultados trágicos que deixou o país perplexo após a operação espetaculosa com a morte de mais de 120 seres humanos, vários sem cabeça e sem as mãos para impedir o acesso as impressões digitais e ao reconhecimento.
Não é nenhum delírio imaginar que tal operação evidencia a limpeza da área a ser ocupada pela milícia em parceria com outras facções. Afinal, sobram imagens de abraços e afagos entre Claudio Castro e cardeais da bandidagem. Após a tragédia ser evidente, Claudio Castro tentou culpar o governo Lula pela sua incapacidade ou estratégia premeditada. Dai, já começamos a nos perguntar, será que essa ação não teve como objetivo tirar os holofotes do brilhante resultado da audiência do presidente Lula com Donald Trump na Malásia que calou os bolsonaristas e com isso, precisavam criar um fato novo para mudar o eixo da pauta da imprensa e da opinião pública?
Basta ver que ontem os governadores extremistas se reuniram a portas fechadas e depois se manifestaram com uma narrativa para responsabilizar o governo federal pelo desastre da segurança pública que é de sua responsabilidade. O tema, conforme a Constituição Federal em seu artigo 144, cabe aos governadores solucionarem. Porém, como o problema vem ganhando terreno, é grave e vai pautar as eleições de 2026, o governo Lula através do Ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, protocolou a PEC 18-2025 para enfrentar o crime organizado.
O intuito é integrar os sistemas de segurança entre os diferentes níveis da federação (polícia federal, civil e militar) atuando, principalmente com inteligência e planejamento. Mas os governadores extremistas se insurgiram contra o projeto. O problema é que o tema é palco para esses vampiros ganharem votos com sua retórica ensopada em sangue de “bandido bom, é bandido morto” que fere as regras civilizatórias dos direitos humanos, proporcionando a barbárie. Bandido bom, é bandido preso, pagando pelos seus crimes. O governo Lula, ultimamente, tem provado que é possível promover ações assertivas de inteligência com resultados positivos, asfixiando as organizações criminosas.
Somente neste ano, a Polícia Federal promoveu 178 operações no Rio de Janeiro. 24 operações foram para combater tráfico de drogas e de armas. Como resultado, 210 prisões, 10 toneladas de drogas, 190 armas, entre elas, 17 fuzis, 600 peças assessórias de armas de fogo, apreendidas. Não houve pirotecnia, massacre ou chacina. A operação desastrosa de Claudio Castro gerou um prejuízo de 1 milhão e meio ao Comando Vermelho, 10% do seu faturamento mensal, enquanto a operação Carbono Oculto do governo Lula em parceria com os estados, impôs um prejuízo de 9 bilhões de reais ao PCC.
De um lado, chacina e do outro, inteligência e planejamento. De um lado, sangue de 120 pessoas, do outro nenhuma gota de sangue foi derrubada. Inclusive, se constatou que a cabeça da Medusa se aninha na Faria Lima. O que não se pode aceitar é o Estado ser liberado para sair atirando, matando e aterrorizando o povo preto, pobre, favelado e periférico. Isso não tem eficiência alguma para promover segurança pública e só reproduz o caos.
Sim, temos medo, sentimos raiva, estamos esgotados com o crescimento da criminalidade, mas o Estado não pode ser assassino. A paz não resulta do derramamento de sangue. Violência só traz mais violência. O crime organizado se reproduz e se reorganiza com esse método ineficaz de enxugar gelo.
Situações curiosas valem a pena serem lembradas para a nossa análise. Mais drogas foram apreendidas no avião presidencial de Bolsonaro (39 Kg de cocaína) do que na chacina do RJ. O mesmo ocorreu na apreensão de 30 Kg de maconha com o primo de Nikolas Ferreira (PL). No avião de um familiar de Damares Alves (PL) foram apreendidos 290 Kg de maconha. Já um caminhão da família do senador catarinense, Jorge Seif (PL), teve 320 Kg de maconha
apreendidos e posteriormente, mais 47 Kg de haxixe no complexo empresarial que abriga a empresa do senador.
Mera coincidência, é claro. Mas o relevante é que nas operações, nenhum tiro foi dado e nenhum sangue foi derramado. Para bom entendedor, bastam meias palavras, o que estamos vendo é a falência moral e política dos extremistas no Brasil. Como não conseguiram macular a imagem do presidente Lula, ao contrário, fortaleceram a sua aprovação, com Lula aparecendo na pesquisa Atlas-Intel eleito no primeiro turno em todos os cenários, partiram para o contra-ataque com a pauta da insegurança pública, promovida pelos seus desgovernos.
Municiados com informações corretas, temos condições de dialogar com o povo e mostrar a verdade sobre quem são os verdadeiros vassalos do crime organizado que querem impedir a todo custo, a aprovação da PEC 18-2025 proposta pelo governo federal. O objetivo é acabar com a lavagem de dinheiro do narco e do tráfico de armas, sem massacres, sem chacinas e sem sangue para embriagar vampiros.






