OPINIÃO: A PRIMAVERA da DEMOCRACIA num levante popular contra o centrão e os golpistas!
Por Jane Becker, professora, servidora e ex-presidenta do Sinsej, com a colaboração do jornalista Carlos Castro. .
Domingo foi um dia histórico e especial. Os progressistas, os humanistas, os democratas, a esquerda, tiveram sua alma lavada por centenas de milhares de brasileiros que tomaram as ruas do país como protagonistas exigindo em alto e bom som, “Sem anistia para golpistas e revogação da PEC da blindagem/bandidagem”.
Foi lindo e emocionante ver as manifestações, tomadas pela brasa vermelha que representa o sangue e a vontade da luta popular em sintonia fina com as cores verde e amarela do Brasil, que teve a apropriação indébita nos últimos anos pela bozolândia antipatriota. O país inteiro foi conectado pelo mesmo espírito democrático, social e artístico.
Dessa vez não teve Malafaias, Tarcísios, Micheles, nem Bolsonaros, com seus discursos de ódio, antidemocráticos sob o fundamentalismo religioso e ideológico. Ao contrário, tivemos a empatia, a mística e a alegria oriundas da expressão artística de belíssimas músicas cantadas pelos seus consagrados intérpretes, no ritmo do batuque para celebrar a democracia com caráter festivo sem sinais trocados.
Caetano, Gil e Chico, são imprescindíveis conforme o poema de Bertold Brecht, que trata de homens e mulheres idealistas que lutaram durante toda a sua vida. A histórica canção “Cálice” com sua letra e metáforas que foram devastadoras contra a ditadura militar, cantada por Chico e Gil, foi o ponto alto da manifestação em Copacabana no Rio de Janeiro.
Ridículo e cômico, digna de risos, é ver as dores de cotovelo dos representantes bozoloides, inconformados com a tomada das ruas pelo povo brasileiro identificado com a soberania nacional, com a cultura artística, com a democracia, com a moralidade pública. A empáfia dos ataques sob a alegação de Lei Rouanet omite o temor da tomada pela esquerda do protagonismo político. As diferenças de projeto entre o nosso campo e o deles são cristalinas.
A espontaneidade dos manifestantes não teve dinheiro financiado pelo agro, pelas igrejas, pelo bilionário de Brusque. Foi uma explosão popular, com um ato de improviso, como há muitos anos não era visto pelo nosso campo. A decisão assertiva e necessária para convocar o povo foi tomada de quarta para quinta-feira (18).
Em apenas três dias de articulação pelas redes sociais, o povo brasileiro atendeu ao chamado para dar um basta aos abusados do Centrão, com a falta de pudor e com cinismo sobre a aprovação do projeto para torná-los INTOCÁVEIS ao impedir bandidos eleitos de serem alcançados pela justiça. Já a bozolândia quer liberdade para promover novos golpes contra a democracia.
Isso nos dá um imenso ânimo para avançar sobre as pautas progressistas, como a taxação dos super ricos, a isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais, o fim da jornada 6X1, entre outras.
As manifestações de domingo causaram um terremoto no Congresso Nacional e vai esgaçar a aliança espúria do centrão com o bolsonarismo. Hugo Mota declarou ontem que a pauta da anistia é tóxica ao país. A anistia aparece nas pesquisas com 50% e Bolsonaro com 64% de rejeição. Definitivamente, as pautas da blindagem e da anistia foram rechaçadas pelo povo. O senador Alessandro Vieira, relator do projeto da blindagem, já declarou que na próxima quarta-feira (24) vai defender a rejeição para sepultá-la no Senado.
Já o projeto da anistia resgatou das catacumbas, Michel Temer e Aécio Neves, ambos os zumbis, são os responsáveis diretos pela desgraça que se abateu ao país ainda infernizado após a derrubada da presidenta Dilma.
Esses espíritos golpistas foram invocados pelo relator Paulinho da Força. A proposta é para reduzir as penas dos condenados. A tal reposição da dosimetria fede a golpe para proteger Bolsonaro, os generais e os financiadores do 8 de janeiro.
A alegada pacificação não passa de lorota para garantir a impunidade e a recomposição de força visando um novo golpe a frente. O Brasil conhece o roteiro desse filme visto várias vezes em nossa história. Nikolas Ferreira e outros bolsonaristas ameaçavam que se Bolsonaro fosse preso o país seria tomado com milhões nas ruas. Eles tinham razão. Domingo, o povo brasileiro tomou as ruas para exigir a cassação de Eduardo e a prisão de Jair na papuda. Prometeram o caos e ganharam o protagonismo das ruas pela esquerda. Basta de anistia light ou nutella.
Enquanto o lado dessa caterva lacaia dos yankees é de pânico e desespero, o nosso é o da esperança que acredita na soberania popular e na justiça social. Que essas manifestações possam avançar na consciência do povo brasileiro para varrer em 2026 do Congresso Nacional, esses deputados extremistas, delinquentes e eleger parlamentares comprometidos com as reivindicações populares e com a democracia.
Este artigo também teve a colaboração do jornalista Carlos Castro.

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