OPINIÃO: A adolescência mental e a alienação deveriam ser internadas no hospício após banhos com produtos Ypês
Por Carlos Castro, Jornalista
O Brasil virou uma balbúrdia adolescente alienada. O negacionismo, a dissonância cognitiva, a intolerância a quem pensa diferente, a necessidade ególatra de lacrar para ganhar likes, só falta o nariz pintado de vermelho, ou melhor, verde-amarelo, para ressaltar a adolescência mental de jovens a idosos, com o entendimento mantido na 5ª série. É o vale tudo para causar. Inacreditável.
Um assunto técnico sanitário virou uma politização ridícula. Não bastou o negacionismo com a Covid e as vacinas, as sandálias Havaianas tesouradas, agora a moda do momento é tomar banho com produtos Ypês com o máximo de exposição nas redes sociais. Se a Anvisa do “governo Lula” falou que não pode, então, só para contrariar, pode.
Imaginem se o acidente com o Césio-137 em Goiânia, ocorrido em 1987, fosse nos dias atuais e as agências do governo proibissem os bolsonaristas de chegarem perto do pó azul brilhante que encantou e contaminou as pessoas. Os discípulos da seita zumbificada iriam se lambuzar do Césio como estão fazendo com os produtos Ypês? Assim garantiriam o encontro com o capiroto antes do tempo.
O que os aloprados não perceberam é que o diretor da Anvisa, que determinou a suspensão do lote dos produtos, foi indicado de Jair Bolsonaro. Outro fato ocorrido foi que a própria empresa mandou recolher lotes dos produtos devido a um evento de contaminação microbiológica registrado na fábrica em novembro de 2025.
A contaminação com a bactéria Pseudomonas aeruginosa apontou para fragilidades no sistema de qualidade, no controle microbiológico, na produção, na limpeza e sanitização, bem como na rastreabilidade. O objetivo da suspensão e da investigação é prever e proteger de desvios microbiológicos.
A tchurma bolsonarista ficou dodói porque familiares proprietários da marca Ypê doaram R$ 1,5 milhão à campanha de Jair em 2022. Com isso, sem conhecimento dos fatos, saíram alucinados na defesa incondicional da empresa alegando perseguição. Não cara pálida, o problema existiu e a empresa recolheu no Rio de Janeiro, 3.452 unidades de produtos, o que corresponde a aproximadamente 2,3 mil litros de produtos de limpeza.
O problema é que a adolescência mental não sabe de qual lado da terra plana vai pular para defender a empresa “bolsonarista” sem tomar pé dos fatos. Afinal, a Michele Bolsonaro publicou nas suas redes sociais: “Que dia lindo! Por aqui só usamos Ypê”. O senador Cleitinho, o vice-prefeito de São Paulo e outros orelhudos, fizeram questão de gravar vídeos defendendo os produtos da empresa. A espuma do produto virou suco ideológico.
Esses abestados não têm noção de que a Anvisa, somente no início de 2026, registrou inúmeras ações de recolhimento. 36 produtos foram proibidos ou suspensos, incluindo alimentos, fórmulas infantis e suplementos de diferentes fabricantes. No final de 2025, outros 78 cosméticos foram retirados do mercado por irregularidades. Significa que a Agência de Vigilância Sanitária é atuante no seu papel constitucional de fiscalização para proteger o consumidor. Sobre essas suspensões e proibições ninguém ouviu qualquer barulho.
Se os arautos defensores da empresa tiverem contato com a bactéria Pseudomonas aeruginosa, vão sofrer irritações leves na pele até infecções graves em pessoas com a imunidade baixa. Nos saudáveis, os riscos são menores, mas podem sofrer irritação cutânea e coceira.
A radicalização desse episódio mostra o nível patológico da irracionalidade e insanidade na adolescência mental bolsonarista. Os líderes apostam na infestação de zumbis ideológicos para manter seu poder maligno sobre a nação. O assustador é que parece não ter limite para o crescimento dessa mentalidade. Vai faltar manicômio e hospício pra internar tanta gente alienada e alucinada com os parafusos prestes a desenroscar do cérebro. Desse jeito, o que o futuro nos reserva?





