Operação contra cartel em obras cumpre mandados em Joinville
GAECO investiga fraude em licitações e superfaturamento e tem como foco irregularidades em contratos firmados em Blumenau e região.
Quantias em dinheiro encontradas guardadas dentro de envelopes, provavelmente oriundas de propina - Foto: GAECO SC
Joinville está entre as cidades alvo da operação “Ponto Final”, realizada na manhã desta quarta-feira (6) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), que apura um esquema de cartel, fraude em licitações e superfaturamento de obras públicas em Santa Catarina.
Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em municípios do estado, incluindo Joinville. A investigação é conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e tem como foco irregularidades em contratos firmados, principalmente, em Blumenau e região.
Segundo as apurações, há indícios de atuação coordenada entre empresários do setor da construção, agentes públicos e profissionais técnicos para direcionar licitações, combinar resultados e elevar valores de contratos. O esquema também envolveria pagamento de propina para facilitar medições de obras, liberação de recursos e aditivos contratuais.
Além de Joinville, ocorreram buscas nos municípios de Blumenau, Florianópolis, São José, Gaspar, Itajaí, Jaraguá do Sul, Timbó, Rio dos Cedros, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Guaramirim, Ascurra, Pomerode, Benedito Novo e Brusque.
Durante as diligências, foram encontradas sacolas de dinheiro, com quantias em reais e dólares americanos, em valores não divulgados, além de cheques com montantes diversos, provavelmente oriundos de propina.
Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares contra 11 investigados, como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contratar com o poder público em todo o país.
A investigação também aponta possível uso de empresas de fachada para ocultar valores obtidos de forma ilícita, o que pode configurar crimes como organização criminosa, corrupção, cartel e lavagem de dinheiro.
Os materiais apreendidos serão analisados pela Polícia Científica. O caso tramita sob sigilo.






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