Obra da nova ponte do Rio Piraí deve começar após as eleições
Prefeitura de Joinville atribui adiamento às restrições da legislação eleitoral e prevê licitação ainda em agosto.
A construção da nova ponte Afonso Altrak, na Estrada Blumenau, sobre o Rio Piraí, deve começar somente após as eleições estaduais. A informação foi apresentada durante reunião da Comissão de Economia da Câmara de Joinville, que debateu o andamento do projeto com representantes da Prefeitura e lideranças da comunidade.
Segundo a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), o projeto executivo, as desapropriações e a garantia dos recursos do Governo do Estado já foram concluídos. No entanto, a legislação eleitoral impede o início de novas obras financiadas por convênios estaduais durante o período de vedação.
Para reduzir atrasos, a Prefeitura pretende lançar o edital de licitação no fim de agosto. O processo deve levar cerca de 45 dias. De acordo com o diretor-executivo da Seinfra, Paulo Mendes Castro, se a eleição estadual terminar no primeiro turno, a ordem de serviço poderá ser assinada em 5 de outubro. Caso haja segundo turno, o início da obra dependerá da conclusão oficial do processo eleitoral.
Licitação depende do calendário eleitoral
Durante a reunião, a vereadora Vanessa Falk (Novo) questionou por que o edital não foi lançado antes da vedação eleitoral. Castro respondeu que a legislação exige a formalização da fonte dos recursos antes da publicação do edital, o que não foi possível concluir até 4 de julho.
Segundo a Prefeitura, toda a parte técnica do projeto já está concluída e o cronograma agora depende das etapas da licitação e do encerramento do período de restrições eleitorais.
Obra também prevê mudanças no Rio Piraí
Outro tema discutido foi o impacto da obra no Rio Piraí. A atual ponte de madeira será substituída por uma estrutura de concreto e, após a conclusão da nova travessia, a antiga será demolida. Também serão retiradas estruturas de pedras instaladas em intervenções anteriores, que reduziram a largura do leito do rio.
Segundo a Prefeitura, a recomposição do canal permitirá melhor escoamento da água, reduzindo o risco de alagamentos na região.
Moradores manifestaram preocupação com possíveis impactos da obra nas áreas próximas. O vice-presidente da Associação de Moradores da Região Rural (Amesb), Jamiro Altrak, questionou se mudanças no traçado da ponte poderiam aumentar o represamento da água e afetar residências. Em resposta, técnicos da Seinfra afirmaram que o projeto foi desenvolvido para manter o fluxo do rio sem provocar estreitamento do canal.



