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MPSC investiga suspeitas em contrato de telemedicina de R$ 547 milhões feita pelo governo Jorginho Mello

“ É um governo que cuida pela transparência, pela lisura, não tem contrato nenhum feito, não tem centavo nenhum gasto”, relata o governador Jorginho Mello. .

MPSC investiga suspeitas em contrato de telemedicina de R$ 547 milhões feita pelo governo Jorginho Mello

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades na compra direta, sem licitação, de uma plataforma de telemedicina feita pelo Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (CIASC) para a Secretaria de Estado da Saúde (SES). 

O contrato, firmado com a empresa Integra Saúde Digital Telemedicina, soma R$ 547 milhões.

A investigação foi iniciada pela 7ª e 26ª Promotorias de Justiça da Capital, especializadas em moralidade administrativa, após denúncias na imprensa, em uma reportagem realizada pelo Jornal O Globo e veiculada pelo “Chuville“. 

Segundo as reportagens, a empresa contratada teria se estabelecido no estado apenas três dias antes de apresentar sua proposta. Além disso, funcionários da SES relataram pressões para acelerar a contratação.

O governador Jorginho Mello, durante evento na Casa d’Agronômica, defendeu o modelo de negócio e disse que o processo está sendo conduzido pelo Ciasc. Segundo o governador, nada foi contratado.

— Nós não estamos inventando nada, eu quero atender melhor, não foi feito contrato nenhum, nós fizemos chamada pública, duas chamadas públicas. É por isso que eu mandei encaminhar para o Ministério Público e para o Tribunal de Contas. Eles darão os pareceres deles, para ver a lisura no nosso governo. É um governo que cuida pela transparência, pela lisura, não tem contrato nenhum feito, não tem centavo nenhum gasto, afirmou Jorginho Mello ao site da NSC.

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Para esclarecer os fatos, os promotores Rafael de Moraes Lima e Andrey Cunha Amorim solicitaram à SES e ao CIASC, via ofício, explicações sobre o processo e uma cópia integral do contrato, com prazo de 10 dias para resposta. 

Também requisitaram ao Tribunal de Contas do Estado (TCE/SC) informações sobre qualquer investigação em andamento sobre o caso e dados para possível compartilhamento de informações.

Após análise dos documentos iniciais, os promotores definirão os próximos passos da investigação.

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