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MPSC denuncia 14 suspeitos de integrar grupo neonazista

Investigação aponta atuação em Santa Catarina, PR e SP; entre os denunciados estão um policial militar, uma escrivã da Polícia Civil e um advogado.

Quadro com imagem de Hitler
Itens apreendidos pelo Gaeco em um dos escritórios das células neonazistas - Foto: MPSC

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou 14 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa neonazista que atuava em Santa Catarina, São Paulo e Paraná. A denúncia foi apresentada à Justiça nesta segunda-feira (15), mas ainda aguarda análise. Caso seja aceita, os investigados passarão à condição de réus em uma ação penal.

Segundo o MPSC, todos os denunciados responderão por participação em organização criminosa. Oito deles também foram denunciados pelos crimes de racismo e apologia ao nazismo.

Entre os investigados estão o apontado líder do grupo, identificado pelos próprios integrantes como "Führer brasileiro", além de um policial militar de São Paulo, uma escrivã da Polícia Civil paulista e um advogado que, de acordo com a investigação, prestariam apoio ao grupo.

As apurações ocorreram por meio da Operação Nuremberg, conduzida pelo Ministério Público com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e do CyberGAECO.

De acordo com a investigação, o grupo possuía uma estrutura organizada, com liderança definida, regras internas e divisão de funções. Os suspeitos são apontados como responsáveis por disseminar conteúdos ligados à ideologia neonazista, além de mensagens de intolerância racial, política, religiosa e sexual.

Ainda segundo as investigações, integrantes utilizavam perfis falsos e fóruns na internet para divulgar conteúdos de ódio e ideias supremacistas. Há também relatos de envolvimento em episódios de violência física.

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O Ministério Público afirma que o grupo mantinha encontros presenciais, realizava processos de recrutamento e possuía regras para entrada de novos membros, incluindo cobrança de mensalidades e produção de materiais próprios.

As investigações apontaram ainda que o grupo planejava ações chamadas de "rolês", termo utilizado pelos suspeitos para identificar deslocamentos em grupo voltados ao monitoramento, perseguição e confronto com pessoas consideradas adversárias ideológicas.

A Operação Nuremberg foi deflagrada em outubro de 2025 e cumpriu 21 mandados de busca e apreensão em quatro estados. Durante a ação, foram apreendidos materiais com referências ao nazismo, além de armas brancas e outros objetos.

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