Moradores denunciam aumento da violência no bairro Glória
Relatos de assaltos, furtos e abordagens intimidatórias marcaram audiência na Câmara. Polícia Militar e Guarda Municipal pediram que ocorrências sejam registradas pelos canais oficiais.
Moradores do bairro Glória, em Joinville, relataram o aumento da violência e cobraram mais policiamento durante uma reunião da Comissão de Segurança Pública da Câmara de Vereadores, realizada na noite de segunda-feira (7). Entre as principais reclamações estão assaltos, furtos de fiação elétrica, abordagens intimidatórias e a presença de pessoas em situação de rua na região.
O vereador Adilson Girardi (MDB), que solicitou a reunião, afirmou que a insegurança tem aumentado no bairro e defendeu a necessidade de ampliar os registros oficiais de ocorrências para fortalecer os pedidos de reforço no efetivo policial junto ao Governo de Santa Catarina.
Moradoras também relataram a situação enfrentada diariamente. Thelma Lopes disse que já foram registrados mais de cinco assaltos na rua onde mora e criticou a falta de rondas preventivas. Já Eloísa Corrente afirmou que muitos idosos têm dificuldade para acionar a polícia em situações de emergência e que parte da comunidade passou a investir em cadeados, cães de guarda e sprays de pimenta para aumentar a sensação de segurança.
Representantes das forças de segurança afirmaram que o baixo número de ocorrências registradas oficialmente dificulta o planejamento das ações policiais. O tenente-coronel Egon Ferreira, do 8º Batalhão da Polícia Militar, orientou que a população registre os casos pelo telefone 190 ou pelo aplicativo PMSC Cidadão, destacando que denúncias feitas apenas nas redes sociais não entram nas estatísticas utilizadas para definir o policiamento.
O comandante da Guarda Municipal, Gabriel Colin, também informou que o bairro Glória registra poucos chamados pelo telefone 153, o que prejudica o mapeamento das áreas com maior incidência de crimes.
Durante a reunião, o vereador Pelé (MDB) reforçou a importância do registro do Boletim de Ocorrência (BO). Segundo ele, sem a formalização dos crimes, os órgãos de segurança não conseguem dimensionar o problema nem justificar o reforço das ações policiais na região.




