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MENTALIDADE CONSCIENTE: O poder milagroso e curativo do PERDÃO para o bem viver!

Você é capaz de perdoar? A coluna desta semana traz três exemplos do que se chamaria "desgraça humana". A partir destes casos, você seria capaz de perdoar, assim como Jesus ensinou, "70x7"?

Atualizado em 06/04/2026 às 15:04, por Carlos Castro.

Mãos segurando uma placa com a apalavra Desculpe

Imagem: Pixabay

No processo do autoconhecimento há um sentimento energético poderoso que precisa ser elucidado. Trata-se do PERDÃO, difícil de ser absorvido por muitos, mas cura a alma dos poucos que decifram sua “Esfinge” e, por isso, não são devorados pelo ódio. Fatos decisivos em nossas vidas, muitas vezes influenciados por ações hostis com resultados dolorosos, determinaram o direcionamento que nos trouxe até aqui.  

É estranho, mas maldades cometidas contra nós, permitiram sincronicidades que catapultaram nas entrelinhas, a nossa trajetória. Para exemplificar, utilizarei três fatos que determinaram minha mudança de rota e o ser que sou hoje, em processo de metamorfose. 
 

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Adolescente, tomei as rédeas de minha vida aos 16 anos!     

Como já informei numa Coluna anterior, perdi meu pai, que à época tinha 28 anos, quando eu tinha quase 4 anos. Ao tentar salvar um colega de trabalho num poço de gás na cidade industrial de Curitiba, ambos tiveram suas vidas ceifadas, em 19 de novembro de 1974. Três anos depois, minha mãe se amasiou com um jovem 10 anos mais novo que ela. 

Nos anos 70, os pais tinham um modelo de “educação” agressiva e violenta. Era a NORMOSE da época, passada de pai para filho, de geração a geração. Porém, quando eu tinha 16 anos, já com o corpo bem desenvolvido, com 1.81 de altura e treinando Capoeira, meu padrasto por algo fútil, tentou me agredir, mas dessa vez, eu reagi e fui expulso de casa, assumindo a vida sob minhas condições. Anos depois, vendo meus filhos na mesma idade, entendia que era inconcebível vê-los ter o mesmo destino. Mas comigo, foi assim que ocorreu.

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O cenário mais provável era eu cair nas drogas e viver uma vida distópica, porém, escolhi trabalhar e NUNCA caí na cantilena da vida fácil. Fui atendente de farmácia, cobrador de ônibus e soldado no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília. Posso afirmar que os dez meses e quinze dias em que fui PE, serviram para forjar o meu caráter. 

No retorno à vida civil, iniciei a minha carreira como radialista, em 5 de maio de 1990, e trabalhei nas melhores e principais emissoras de Rádio FM de SC. Me orgulho desse período de 25 anos, nessa profissão onde também atuei como promotor de grandes festas com atores globais e shows nacionais, inclusive do Mamonas Assassinas, no auge da carreira. Fui o produtor do maior show da história deles em Blumenau, no Skol Rock, na Prainha, em outubro de 1995. 42 mil pessoas amontoadas e espremidas, entre elas, 12 mil crianças, cantavam cada música, emocionadas.  

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Concluo sobre esse período dizendo que, ao ser expulso de casa com 16 anos pelo meu padrasto, o destino me conduziu a momentos de muita felicidade e sucesso que talvez não teriam ocorrido, se não houvesse a guerra familiar entre nós. Portanto, por obrigação espiritual, maturidade e discernimento, me cabe perdoá-lo, bem como a minha falecida mãe, pelo rumo que provocaram à minha vida. 
 

A mudança de patamar das festas Revival!

Em 2015, após sair da Rádio 105 FM de Jaragua do Sul, tive um insight de promover a festa Revival Metrô, balada que marcou Joinville de 1995 a 2012. Eu fui um dos primeiros promoters da Metrô Night Club e, em agosto de 1995, conheci naquele espaço, a garota que seria a minha esposa por quase 30 anos e com quem tive 4 filhos, o caçula, um biscoitinho prestes a fazer 5 anos que amo para além da minha vida. 

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Em agosto de 2015, promovi a Revival Metrô com 2 mil pessoas na Liga de Sociedades. Imaginei ter achado o veio do sucesso. Ledo engano. Desentendimentos entre mim e meu sócio, provocados por uma pessoa externa, levou a nossa ruptura após a terceira edição. Indignado, acionei a Justiça e indiquei o proprietário da Metrô para testemunhar sobre ter me autorizado a promover as festas, porém, perante o Juiz, ele liberou ao meu ex-sócio o mesmo direito. Ou seja, Joinville passou a ter duas festas da Metrô. Isso criou uma guerra pública com algumas consequências.   

Em 2016, tive o pior ano da minha vida porque quebrei e vi ruir o sonhado projeto. Mas em 2017, devido a situação em que me encontrava, participei de um grande evento de motivação em Florianópolis com o palestrante, Conrado Adolfo. Ao término, todos os medos foram arrancados de minha mente e disse à minha esposa na época, que naquele ano eu iria dar um salto na minha vida. Foi o que aconteceu ao promover em Jaragua do Sul, a festa Revival Notre e Marrakech, entre outras. Foram várias edições de muito sucesso até a Pandemia de Covid-19 apunhalar os meus sonhos.     

É importante ressaltar que a minha quebra em Joinville, provocada pelos antagonistas da disputa pela marca Metrô, foi o que motivou a minha mudança para Jaragua do Sul, onde durante três anos tive uma vida confortável e feliz com minha família. Significa que, a lide jurídica me levou a um redirecionamento que mudou positivamente a minha vida. Portanto, que outra alternativa tenho, para seguir coerente sobre o que acredito, senão perdoar os meus litigantes? Afinal, muito provavelmente sem a guerra ocorrida, eu não teria buscado novos horizontes e talvez, minha vida teria ficado na mesmice. 
 

Um choque traumático me levou a conexão com a fagulha divina que há em mim!

O terceiro e crucial episódio de minha metamorfose espiritual foi motivado pela expulsão, aos 54 anos, de meu apartamento sob acusações esdrúxulas e completamente sem sentido de minha ex-esposa. NUNCA a agredi. Já fazia algum tempo que estávamos desconectados, o que levou ao congelamento de nosso amor. Ao perceber que nosso casamento chegava ao fim, eu decidi me resignar e ser lacônico nas respostas. Hoje, com a mentalidade que tenho, considero isso como um erro que cometi.  

Num primeiro momento, fiquei muito revoltado e sem perspectiva. Minhas irmãs me estenderam a mão. Foi quando sincronicidades começaram a ocorrer com a indicação de vídeos e livros no Youtube, que me levaram a profundas reflexões sobre o que havia ocorrido comigo. Parecia que a mente da espiritualidade me direcionava para assistir os vídeos e ler os livros certos que me tocavam profundamente. 

Nesse período, senti o impulso de escrever, aqui no Chuville Notícias, a Coluna Mentalidade Consciente para conectar a quem também anda passando pelo Vale das Sombras na Noite Escura da Alma. Não estou curado, mas na crisálida em que me encontro, começo a perceber fótons de luz, ainda distantes, mas indicando a proximidade da iluminação que estou buscando. 
 

Conclusão

O PERDÃO é o sentimento energético mais poderoso existente na transformação que TODOS deveríamos buscar nesse processo educativo de nossa evolução espiritual. O ódio, a raiva, intolerância, inveja, egoísmo, são fatores de perturbação e que só agregam retrocesso em nossas vidas. 

Ao ser questionado por Pedro sobre quantas vezes deveríamos perdoar o nosso próximo, Jesus responde “setenta vezes sete” (Mateus 18:21-22). O 7 nesse caso, representa a totalidade do infinito e o perdão, desempenha um papel fundamental na vida humana, funcionando como um mecanismo de libertação emocional, cura psicológica e promoção de saúde física e mental. Longe de ser um ato de fraqueza ou uma simples desculpa para o erro alheio, é uma decisão consciente de liberar a mágoa e o ressentimento, beneficiando principalmente quem perdoa.

Nas encruzilhadas da vida, o que entendemos por “MAL”, provavelmente é o motivador de um teste de fogo para nos conduzir a destinos inimagináveis e necessários ao nosso processo evolutivo. Nos três fatos escritos acima sobre a minha vida, se o “mal” não me atingisse, eu não teria concluído algumas missões e propósitos. 

Jesus fala aos discípulos em Mateus 10:29 que “nenhum pardal cai no chão sem o consentimento do pai”. A metáfora serve ao nosso entendimento sobre como a providência divina nos envolve o tempo todo até em fatos aparentemente insignificantes. O acaso não existe e o livre arbítrio é quem decide sobre qual caminho trilhar diante de bifurcações que a vida nos impõe.   

Conhecedor desses princípios, há algum tempo decidi que não responderei ao mal com o mal. O universo e a Lei de ação e reação que se encarreguem do feito. Quanto ao PERDÃO, decidi mentalizá-lo em oração aos protagonistas do “mal” em minha vida, entre eles, a minha ex-esposa, inclusive com o sentimento agregado da GRATIDÃO, por ter me possibilitado a expansão da consciência e a conexão com a minha fagulha divina. Os dois fatores são preponderantes para a verdadeira LIBERDADE e assim que eu sair do casulo no processo da Noite Escura da Alma, quero sentir o frescor do vento bater sobre minhas asas de borboleto...ou que seja borboleta.  


Carlos Castro

Carlos Castro cursou Jornalismo no Ielusc, tem forte formação sindical e já trabalhou em diversas emissoras de rádio de SC. Liderou movimentos sociais, partidários e hoje é colunista do Chuville Notícias. Sua coluna semanal "Mentalidade Consciente" traz reflexões fundamentadas que servem de inspiração para a sociedade frenética atual. Contato: castrorevival@gmail.com