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MENTALIDADE CONSCIENTE: O despertar da consciência não é utopia

Na coluna desta semana você vai conhecer evangelhos descobertos na história recente que desconstroem a necessidade de templos religiosos, mas ao mesmo tempo chama para a responsabilidade o ser humano como o centro do Divino. A humanidade estaria pronta para isso?

Uma mulher se desprendendo de correntes e se libertando.
Imagem gerada por IA

O conhecimento guarda um paradoxo fascinante: quanto mais avançamos em sua direção, mais percebemos a imensidão do que ainda ignoramos. O saber não simplifica a existência; amplia o mistério.

A ciência vive exatamente esse momento. O Telescópio Espacial James Webb revela um universo que desafia teorias consolidadas. A neuroplasticidade mostra que o cérebro está longe de ser uma estrutura rígida. Quanto mais investigamos o cosmos e a mente humana, mais compreendemos que a realidade é infinitamente maior e mais complexa do que imaginávamos.

Algo semelhante acontece quando voltamos o olhar para a história do cristianismo. Em 1945, um camponês encontrou, no deserto de Nag Hammadi, no Egito, uma coleção de manuscritos preservados durante quase dezesseis séculos. Entre eles estavam os evangelhos de Tomé, Maria Madalena e Filipe, textos produzidos pelos primeiros cristãos e que ficaram fora do cânone bíblico. Estes tratam do poder mental e de nossa conexão com Deus sem necessidade de intermediários. Jesus e o salmista já diziam que “Vós sois deuses”. 

Segundo a tradição histórica, esses escritos foram escondidos para escapar da destruição após o bispo Atanásio de Alexandria condenar como heréticos diversos textos considerados apócrifos.

Independentemente da posição teológica de cada leitor, sua descoberta nos recorda uma verdade profunda: o conhecimento nunca permanece oculto para sempre. Como ensinou Jesus em Lucas 8:17: "Nada há oculto que não venha a ser revelado."

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A natureza não dá saltos repentinos. Ela amadurece silenciosamente até florescer. O mesmo acontece com a consciência humana. Cada geração recebe uma parte do mosaico da verdade. Quando chega o tempo certo, um novo horizonte se abre. Talvez seja esse o sentido do antigo provérbio: o mestre aparece quando o discípulo está pronto.

Vivemos uma época em que muitas estruturas antes consideradas inquestionáveis começam a ser revistas. Não apenas pela ciência ou pela história, mas pela experiência interior de milhões de pessoas que buscam uma espiritualidade menos baseada no medo e mais fundamentada no amor.

A ignorância parece ser o maior problema da humanidade. Uma profunda amnésia espiritual que nos fez esquecer quem somos, de onde viemos e para onde caminhamos. Ao esquecermos nossa origem, tornamo-nos facilmente manipuláveis pelas religiões. Passamos a viver segundo narrativas construídas pelo medo, pela culpa, pelo egoísmo e pela necessidade de controle.

A verdadeira prisão sempre foi mental. Por isso, Jesus repetia que o Reino de Deus não estava em templos, instituições ou lugares sagrados. Estava dentro de nós. Essa talvez seja a maior revolução espiritual de todos os tempos.

Não precisamos terceirizar nossa consciência nem entregar nosso discernimento a qualquer autoridade religiosa. A comunidade continua sendo importante, pois crescemos juntos, aprendemos juntos e compartilhamos experiências. Mas nenhuma instituição pode substituir a experiência viva do encontro pessoal com Deus.

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O despertar espiritual nasce no silêncio da consciência. É quando a verdade deixa de ser apenas um conceito e passa a ser uma experiência. É o nascer de novo de que Jesus falou a Nicodemos. Não um nascimento do corpo, mas da consciência.

Quando isso acontece, percebemos que o amor deixa de ser um mandamento para se tornar uma frequência de existência. Deixamos de viver movidos pelo medo para viver guiados pela confiança. Deixamos de buscar Deus apenas fora para reconhecê-lo dentro de nós.

Cada ser humano que desperta contribui para iluminar a consciência coletiva. Toda transformação individual fortalece a egrégora do amor e enfraquece as estruturas sustentadas pela ignorância.

Talvez seja exatamente essa a verdadeira transição que estamos vivendo. Não uma mudança apenas do mundo. Mas uma mudança de nós mesmos. Porque toda grande transformação da humanidade começa, silenciosamente, dentro de uma única consciência desperta.

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