MENTALIDADE CONSCIENTE: Estamos prestes a uma revolução renascentista espiritual?
Na coluna desta semana, você vai entender a evolução humana até aqui. Irá identificar características que nos leva a pensar que estamos prestes a uma nova aurora e revolução, só que desta vez espiritual. Os fatos mostram e a coluna decifra. Boa leitura!
Foto: Pixabay
Vivemos a aurora de uma revolução renascentista espiritual
Na Coluna de hoje, senti a necessidade de aprofundar sobre uma percepção espiritual que tenho e acredito que está em curso: um novo Renascentismo, dessa vez espiritual. Entendo que tivemos quatro períodos de transformação com mudanças radicais construídas dentro de longos intervalos de tempo até se consolidarem. Portanto, nada ocorre em solavanco. Tudo é um processo como ocorrido com a filosofia grega, o renascentismo italiano, o iluminismo francês e a revolução tecnológica inglesa.
As bases para o renascentismo espiritual estão dadas. A Inteligência Artificial pode destravar o ócio criativo e a humanidade partir para conquistar a plenitude. Hoje, as redes sociais são a nova ágora digital, completamente conectada em todo o tecido social. A vida moderna detém um cardápio de escolhas e renúncias, cada uma com o seu preço. Todo o conhecimento humano está em rede na distância de um click.
O Renascentismo filosófico na Grécia Antiga
Como vimos, a humanidade passou por vários períodos revolucionários. O ponto de partida foi a revolução racional promovida pelo renascentismo filosófico, por volta do século VI a.C. na Grécia antiga. O ser humano vivia a sua infância mental com crenças em MITOS (narrativas religiosas e fantasiosas). Os primeiros filósofos, chamados de pré-socráticos, começaram a romper com essa mentalidade, introduzindo uma nova visão para explicar o mundo voltada para o entendimento do LOGOS (razão, lógica e explicação racional). Esse advento histórico e fundamental não foi um raio milagroso em céu azul, mas fruto de transformações sociais, políticas e econômicas ocorridas na região.
A PÓLIS (Cidade-Estado) modificou a forma de organização social e política, permitindo maior participação dos cidadãos nos assuntos públicos e nos debates de ideias na Ágora (praça pública). As viagens marítimas e o intenso comércio com outros povos, como egípcio e babilônico, promoveram trocas culturais e com diferentes explicações para o mundo, enfraquecendo o dogmatismo dos mitos gregos.
A escrita alfabética democratizou o conhecimento, encerrando a dependência da tradição oral e dos sacerdotes. Aliás, a ausência de um controle sacerdotal rígido permitiu maior liberdade intelectual aos pensadores pré-socráticos. Um fator preponderante foi a economia baseada na escravidão que libertou o cidadão grego do trabalho manual e lhe concedeu o “ócio criativo” do tempo livre necessário para a contemplação, reflexão e investigação racional sobre a origem do cosmos e o sentido da vida. As explicações baseadas na vontade dos deuses caíram por terra e os fenômenos começaram a ser explicados racionalmente.
O período do segundo Renascentismo que culminou com o Iluminismo
Depois tivemos o Renascentismo italiano, entre os séculos XIV e XVI, com a redescoberta e valorização da cultura clássica greco-romana, transitando da Idade Média para a Idade Moderna. Nos séculos XVII e XVIII o Iluminismo francês rompeu o teocentrismo medieval. A racionalidade, a ciência, a arte e o humanismo deram o tom na evolução da mentalidade.
Foi o período da transição da infância para a adolescência mental planetária, momento da emersão do antropocentrismo, quando o ser humano passou a ser o centro do universo. A fé e a crença deixaram de dominar a explicação da realidade. A ciência começa a tomar as rédeas de expansão do conhecimento, a revolucionária classe burguesa passa a se impor com sua visão de mundo liberal e a Igreja Católica começa a perder o controle monolítico sobre o pensamento, principalmente após a Revolução Protestante. As bases do mundo moderno estavam postas.
O “Século das Luzes”, no período do século XVIII, aprofundou as mudanças que eclodiram no Renascentismo. O regime controlado pela Igreja Católica e por um Cristianismo completamente desconectado do Evangelho de Jesus, foi esgaçado pela racionalidade burguesa e pelas profundas crises na estrutura social, política e econômica da Europa.
O poder monárquico do absolutismo, como guardiães do Catolicismo, com a nobreza e o clero, começou a ruir. A nova classe burguesa que detinha o poder econômico, mas não político, se impõe pela força revolucionária com cabeças nobres e clericais sendo decepadas pela guilhotina.
Inspirado por pensadores do século XVII, como René Descartes, Isaac Newton, Galileu Galilei e John Locke, o movimento inspirou os Enciclopedistas, Voltaire, Montesquieu, Rousseau e Diderot, entre outros. Valorizou a razão, o empirismo (método cientifico) e a capacidade humana de entendimento, rompendo definitivamente com o teocentrismo medieval. O feudalismo desabou e a modernidade ganhou corpo, promovendo o progresso e a ciência.
A Revolução Tecnológica atingiu o apogeu?
A burguesia sob as bases do lema da Revolução Francesa, “igualdade, liberdade e fraternidade”, tomou o controle da organização econômica, política e social. Porém, os preceitos humanistas da liberdade e igualdade entraram em conflito pela falta de maturidade espiritual e social. O sangue derramado oriundo das guerras em nome de Cristo durante quase dois milênios e que nunca fez sentido, passou a verter nos conflitos das disputas e luta de classes.
Em meio aos confrontos políticos, a economia foi impulsionada por revoluções tecnológicas que inicia com a máquina a vapor e atinge o auge com a Inteligência Artificial (IA). O “ócio criativo” que levou os gregos a desenvolver a filosofia, volta a dar as caras e pode permitir a humanidade a atingir o seu apogeu ou a sua extinção. Como espirita kardecista, acredito na lei do progresso, portanto, creio que a mentalidade divina não vai permitir o retrocesso pela autofagia humana, mas em se tratando de humanos, nunca dá para duvidar.
Acredito que o predomínio da IA em sintonia com a transição planetária; a mudança mental dos inquilinos da Terra com a reencarnação de espíritos iluminados de primeira e segunda ordem, deverá levar o planeta a um Renascentismo Espiritual. Será o momento de maturidade coletiva numa egrégora em que fluirá a transcendência divina. O espiritismo caracteriza esse momento como REGENERAÇÃO planetária, onde o amor vai se sobrepor ao ódio e demais imperfeições.
O dogmatismo religioso e cristão contradiz a essência dos ensinamentos de Jesus
Está cada dia mais difícil conviver com tanta diferença energética e sob mentalidade infanto-juvenil com pessoas em idade adulta, mas sem discernimento para buscar a evolução. O foco é cultuar a riqueza material com a necessidade egóica de ganhar likes em suas redes sociais.
Falam em nome de Deus, lotam as igrejas, defendem dogmas e escritos retrógrados do Velho Testamento e tem uma praxis inversa da filosofia cristã do Sermão da Montanha e da simplicidade amorosa do evangelho. Bezerros de ouro, anticristos bestiais e Mamom são adorados pelo joio social que foram de mala e cuia para o caminho largo e fácil das imperfeições e dos prazeres efêmeros. Parte por essência má. Parte por ignorância, alienação e incapacidade de discernimento espiritual.
As pessoas que buscam uma conexão com a fagulha divina e anseiam por evolução mais célere se sentem travadas, assistindo perplexas a tantos absurdos, contradições e isso força o rebaixamento da frequência vibratória, causando angústia à alma e ao coração.
A ânsia por conhecimento alavancou canais, podcasts, lives, influencers, escritores, ganhando dimensões geométricas em audiência e atenção por conteúdos que buscam decifrar a Esfinge divina. Além disso, tentam entender como conviver no antagonismo de tamanha confusão onde o novo quer emergir e o velho guerreia para não perder o controle e o poder. O conhecimento para aquisição de uma nova mentalidade é um mosaico em construção, composto por imenso quebra-cabeça pronto a ser desvendado e montado.
A filosofia de Jesus nunca foi proferida para controlar a mente humana. O objetivo sempre foi libertá-la das amarras e imperfeições ao sintonizar a frequência vibratória correta na conexão com a fagulha divina que há dentro de cada um de nós. Em Lucas 17:21, Jesus diz que “o reino de Deus está dentro de vós”.
O nosso corpo, nossa mente e nosso campo energético e eletromagnético é o templo do espírito de Deus. Esse entendimento derruba a necessidade da religião, mas fortalece o espírito de comunidade. Afinal, sozinhos somos reféns do vento e das intempéries, porém, em comunidade somos uma fortaleza para estabelecer trocas de convívio e conhecimento espiritual entre os seus membros. Emerge assim, uma modalidade democrática de espíritos afins com objetivos comuns de transcendência, onde o amor será a fonte do entendimento e de coesão.
Com esse discernimento posto, as chaves para o RENASCENTISMO ESPIRITUAL estarão colocadas para a construção do novo CÉU e da nova TERRA (Apocalipse 21) e a transição planetária concluirá a sua missão de separar o joio do trigo. Com a elevação energética do planeta que subiu de 7.83 Hertz nos anos 2000 e já anda na faixa de 40 hz, com picos que ultrapassam 150 hz, conforme a Ressonância Schumann, vão continuar pelas bandas desse belo planeta azul, os espíritos que vibrarem em alta frequência.
Isso faz total sentido para mim e para muitos que estão buscando a conexão com a verdade divina. Portanto, vamos aproveitar a reta final da transição planetária para elevar a nossa energia, curando os nossos traumas, se libertando das imperfeições e se conectando com a frequência do amor e da felicidade através de uma MENTALIDADE CONSCIENTE.

Carlos Castro
Carlos Castro cursou Jornalismo no Ielusc, tem forte formação sindical e já trabalhou em diversas emissoras de rádio de SC. Liderou movimentos sociais, partidários e hoje é colunista do Chuville Notícias. Sua coluna semanal "Mentalidade Consciente" traz reflexões fundamentadas que servem de inspiração para a sociedade frenética atual. Contato: castrorevival@gmail.com











