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MENTALIDADE CONSCIENTE: As comparações são veneno para a evolução espiritual

Na coluna desta semana, uma reflexão sobre nosso dia a dia, sobre nossas atitudes e até que ponto nos deixamos levar pelas comparações com os outros. Isso te atinge de alguma forma? Descubra as verdadeiras raízes para encontrar a evolução espiritual.

Dois carros no trânsito, lado a lado, um mais simples e outro melhor. O do carro simples olha para o lado com cara triste
Imagem gerada por IA

Na Coluna de hoje vou falar sobre o ímpeto egóico que temos de fazer comparação e sobre as sombras intrínsecas em nossa alma. No DESPERTAR da Consciência para elevarmos a nossa frequência vibratória e assim, manter a sinergia com a vibração de nosso belo planeta azul, no processo de transição planetária, é preciso elencar as falhas que atrapalham e nos tiram do foco.       

O mundo espiritual é um quebra cabeça que requer preparo, inspiração, percepção e as chaves certas para montá-lo. Com isso, alcançamos a sabedoria do bem viver para compreender as variantes do sentido da vida e o nosso papel na vivência de nosso tempo perante a eternidade.

As energias nefastas do ódio, da inveja, da intolerância, da mentira, do egoísmo são travas centrais para impedir a fluência da felicidade. A comparação é praticamente uma epidemia nociva que contaminou as redes sociais, demonstrando fraqueza mental e ausência de discernimento. 

Se buscarmos no Evangelho, vamos ler que o apóstolo Paulo questionava a comparação entre cristãos de diferentes comunidades evangélicas da época. “Cada um examine a sua própria obra e então terá um motivo de glória só em si mesmo e não em outro”, (Gálatas 6:4). Para Paulo, não havia sentido algum em comparar quem fazia mais, quem era mais fiel, quem tinha mais dons. Disse ele: “examine a sua própria obra e não a obra do outro”.

A comparação impede o colapso da função de onda na física quântica

No experimento da dupla fenda, o observador define o colapso. Quando o observador tira o foco de sua própria partícula e foca na partícula de outra pessoa, ele não está mais definindo o colapso de sua realidade, está literalmente desviando o foco do observador do próprio campo. Comparação é uma atenção mal direcionada e a atenção é o recurso valioso que temos. 

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As redes sociais potencializaram a comparação e a inveja, porém, no campo eletromagnético, o invejoso emite um sinal de quem está sempre atrás, sempre incompleto, sempre faltando algo e o universo não responde ao que se quer, mas ao sinal e sentimento emitido. Tudo é frequência. Tudo vibra. Quem age na lógica da comparação, tem sua antena sintonizada na escassez e a resposta do universo será sobre falta e não sobre abundância ou sucesso.  

Jesus nunca se comparou a ninguém. Ele sabia exatamente quem era e essa clareza é a base de sua consciência. Portanto, saiba quem voce é, sem precisar do referencial ou aprovação dos outros. A comparação rouba a atenção do seu presente. O observador que observa o outro, perde o colapso do próprio campo. O foco deixa de ser você. 

Ao apontar os erros com o dedo em riste, um dedo aprova e outros três nos questionam

A tendência humana de olhar, questionar ou condenar o outro, antes de olhar para dentro de si, levou a uma reflexão chave de Jesus em Mateus 3:7. “Você olha para o cisco do olho do seu irmão e não enxerga a trave no seu próprio olho”. Além de comparar, costumamos, como já escrevi em outra Coluna, exigir dos outros a perfeição que não temos.  

Hoje com as redes sociais e a exposição constante das pessoas, esse padrão ficou muito mais forte. Infelizmente o valor, o progresso e a felicidade, são medidos com base naquilo que é visto na rede social dos outros. A grama do vizinho é mais verde que a minha. Essa é a visão predominante da ilusão.  Cada pessoa tem uma história, um caminho e um tempo diferente. Cada um de nós é um ser único. Em oito bilhões de habitantes neste plano, ninguém tem a mesma impressão digital. Isso por si só, deveria servir de reflexão e reposicionamento mental.  

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Quando a mente está presa a comparações, perde a capacidade de enxergar com clareza o seu próprio processo. Na física quântica há o princípio da incerteza de Heisenberg. Esse princípio mostra que em sistemas quânticos não é possível determinar com precisão absoluta todas as variáveis ao mesmo tempo. Quanto mais se tenta medir uma característica específica, mais as outras características se tornam incertas. Esse conceito revela algo interessante. A realidade em nível quântico não é fixa e não é absoluta, ela é cheia de possibilidades e variações. 

Quando trazemos essa ideia para a vida humana, percebemos algo muito semelhante. Cada pessoa está num processo diferente, com condições diferentes, experiências e caminhos únicos.  Quando alguém entra no hábito constante de se comparar aos outros, acaba ignorando essas diferenças de contexto e começa a medir a sua própria vida, utilizando referências externas que nem sempre representam a sua realidade. 

As armadilhas da comparação

A comparação pode gerar dois tipos de armadilha: a primeira é o sentimento de inferioridade. A vida dos outros parece sempre melhor, eu estou sempre atrasado e todo mundo está avançando, menos eu. A segunda é o sentimento de competição constante. Necessidade de provar o seu valor. Ansiedade por resultados, frustração com o seu próprio ritmo como se você tivesse que seguir na velocidade que outras pessoas estão seguindo. Em ambos os casos, a mente deixa de focar no próprio crescimento e passa a viver reagindo ao que voce vê nos outros. 

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Exercite a percepção sobre comparações em seus pensamentos. Primeiro reconheça o que está ocorrendo. Segundo, redirecione pensando, “qual é o próximo passo de meu próprio caminho?”, independente do que esteja acontecendo do lado de fora. Não é para suprimir ou condenar o pensamento. É para perceber, observar e reconhecer para redirecionar essa energia como o observador que você é. 

Ao final de cada dia, reflita sobre o que os seus pensamentos estão falando e quais sentimentos há sobre os mesmos. Ao longo do tempo, você vai corrigindo e colocando o foco nos seus sonhos e objetivos ao invés de invejar ou comparar com os outros. Um ótimo exercício também é reduzir o consumo de tempo nas redes sociais. Aproveite esse tempo para ler bons livros e/ou assistir bons vídeos. Isso vai ajudar a proteger a sua energia e para onde ela está sendo projetada. E perceba a diferença de sentimento como observador ao ficar somente no seu próprio campo. 

A SOMBRA – nosso porão psíquico

A psicologia explica que tudo aquilo que enxergamos de negativo ou de ruim em outras pessoas, aquilo que consideramos abominável e sentimos repulsa, não passa de um reflexo de nós mesmos. Pode parecer um julgamento, mas na verdade é um conceito fundamental da teoria psicológica de Carl Jung que trata da projeção e da SOMBRA, um porão psíquico onde guardamos tudo o que aprendemos como errado, feio ou inaceitável, durante a nossa criação.

Se você foi ensinado que ser ambicioso é pecado, a ambição foi trancada no porão da sombra. Se aprendeu que chorar é um sinal de fraqueza, a sua vulnerabilidade foi enxotada para o porão. Todos os nossos defeitos e imperfeições estão amontoados no porão. Porém, é necessário entender que tudo o que está trancado no escuro do porão, quer ser visto. 

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Como não conseguimos olhar para a nossa sombra porque causa dor, já que dói admitir que somos imperfeitos, a nossa mente utiliza o outro como uma projeção numa tela de cinema. Quando sentimos irritação com a arrogância de um colega ou a preguiça de um familiar, estamos apenas reagindo a esses comportamentos. 

Reagimos sobre aquela parte em que não permitimos expressar porque ainda não nos livramos dela. Fazendo uma analogia, quando apontamos o dedo para o defeito de alguém, temos um dedo aprovando e 3 apontando para nós. Vemos o cisco no olho do nosso irmão e não vemos a trave em nossos olhos.       

Precisamos levar em conta, nesse caso, três pilares teóricos: 

1) O espelho psíquico. O mundo externo reflete a nossa realidade interna. O incomodo é um problema mal resolvido em nós mesmos. 

2) O mecanismo de defesa. Projetamos nossas sombras nas outras pessoas para não termos que lidar com a culpa de possuirmos aquela mesma característica. 

3) A integração. O caminho para a maturidade não é ser perfeito, mas sim integrar a nossa sombra. É admitir que também temos o potencial negativo dentro de nós. De termos os mesmos problemas da pessoa que estamos julgando e entender de uma vez por todas que se estamos nesse plano é porque temos karmas a expiar e provas a passar. 

Quando paramos de apontar o dedo para o outro e prestamos a atenção nos três dedos voltados para nós, reflexo que nos expõe, deixamos de ser reféns das atitudes alheias e passamos a ter a MENTALIDADE CONSCIENTE, dona de nossa própria evolução. Pergunte-se: por que essa característica especifica nessa pessoa me incomoda tanto, enquanto outras pessoas nem reparam nisso? 

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